![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Melissa de Andrade Os méritos de cada um
A indústria fonográfica norte-americana conseguiu colocar a última pá de cal no serviço de compartilhamento de músicas Napster: decisão da Justiça dos Estados Unidos determinou que o sistema não funcione até que cumpra todas as restrições impostas. Ou seja, não permita de jeito nenhum o tráfego de canções com direito autoral garantido.
Nada de blablablá sobre a característica anárquica da Internet,
ainda que seja um ponto relevante nessa era de ascenção e queda das
pontocom. E o usuário não fica órfão porque aprendeu a descobrir outros
serviços de troca-troca virtual desde que essa confusão toda começou:
Gnutella, BearShare,
Gnotella, Audio
Galaxy, eDonkey
2000, etc, etc.
Para os grandões do mercado, o Napster virou o exemplo da impunidade e do descumprimento do pagamento obrigatório de direito autoral. Na verdade, deveria ser muito bem recompensado pelos artistas e gravadoras. E não só porque circulou, numa velocidade e numa quantidade nunca vistas, milhões de canções entre milhões de internautas. Mas porque identificou e criou um novo mercado para a indústria que é a possibilidade de trocar e comercializar músicas pela Internet.
Identificar um mercado não é nada fácil. Não é à toa que casos de
sucesso como o sistema de busca Yahoo! e o serviço de e-mail gratuito
Hotmail se tornaram tão emblemáticos. Esse é o maior rancor das gravadoras:
o de não ter tido a idéia primeiro. |
|