Capital econômica da Champagne-Ardennes, Reims abriga caves das melhores marcas de champanhe do mundo. Em sua catedral, 24 reis foram coroados. Lá, viveu Joana d’Arc
A capital econômica da Champagne-Ardennes é movimentada e atraente. Suas largas avenidas abrigam inúmeros cafés e restaurantes badalados e a maioria dos escritórios e caves das mais conhecidas marcas de champanhe do mundo. Especialmente no verão, a cidade fica repleta de gente que chega de vários países da Europa para assistir a dezenas de eventos gratuitos de música, teatro e dança, que acontecem por toda a cidade.
Os prazeres modernos, no entanto, não são as principais atrações da maior cidade da região, com seus quase 190 mil habitantes. A maioria dos visitantes de Reims (lê-se Rans) chega em busca do fascínio de sua catedral, a de Notre Dame, considerada um dos mais importantes monumentos franceses. Possui 138 metros de comprimento, 38 de altura, sem falar que parte dos vitrais são do artista plástico Marc Chagall.
Na Catedral de Reims, 24 reis franceses foram coroados e toda a história da revolucionária Joana d’Arc se passou nesse museu vivo e emocionante, tanto pela sua grandiosidade quanto pela memória que guarda desde o remoto século 13. O visitante precisa ter olhos atentos para observar o que é considerado o gótico perfeito, pela harmonia e rebuscamento encontrado em cada centímetro de sua construção.
Olhe cada detalhe. Na fachada, há 2,3 mil estátuas e 56 efígies de reis da França, mas o que se torna mais curioso é a figura de um anjo que ri, chamada de O Sorriso de Reims. É a única escultura que foge à sisudez estática e parece movimentar-se, para então esboçar um sorriso irônico e misterioso.
MOVIMENTAÇÃO CULTURAL – A diversão pode começar lá mesmo na catedral. Vários eventos são realizados dentro dela aos sábados e domingos. A programação vai desde concertos de música clássica e shows de jazz a exposições de artes plásticas e fotografias.
Outro bom programa local é percorrer a rota dos museus. Reims tem mais de uma dezena de museus que fazem dela uma das cidades mais culturais da França.
O Museu de Belas Artes (15 francos franceses, cerca de R$ 4,50), por exemplo, é um dos mais expressivos da região. Instalado na Abadia de Saint Denis, reúne desde peças da Renascença até obras dos pintores contemporâneos. Vários impressionistas estão lá. Já o Museu Saint Remi (15 francos franceses) exibe uma coleção que vai da Pré-história à Renascença. Mais uma parada pode encerrar esse roteiro pelo passado. Vale a pena conhecer o Palácio de Tau, construído no formato da letra T (tau em grego), em 1690, para acolher o clero. Pode-se ver, nesse museu, tapeçarias, esculturas e objetos que pertenciam ao acervo sacro, deixado pelos reis.
ROSÉ – Se, para você, uma viagem se eterniza pela memória deixada pelos detalhes mais pitorescos de um lugar, não deixe de visitar a fábrica de biscoitos Fossier. A fábrica é responsável pelos biscoitos rosa tão utilizados na gastronomia local para sobremesas ou no aperitivo antes do jantar.
A tradição sugere que a melhor maneira de saborear os tais biscoitos de gosto delicado e coloração rosa é molhá-lo no champanhe, apesar de eles terem surgido muito antes de Dom Pérignon ter inventado a bebida, no século 18. Só para você achar que está vivendo como um membro da realeza, os reis da França já molhavam o biscoito rosa, só que no vinho, desde 1756, quando a família Fossier inventou a guloseima.
Como chegar
De Carro: De Paris, peque a auto-estrada A4 até o cruzamento E50 e vindo de Lille, pegar a A26-E17 até chegar a o cruzamento E50 - De trem: linhas Lille-Dijon-Méditerranée e Paris-Charleville-Sedan. São 11 saídas, diariamente, Paris-Reims/Reims-Paris