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CHAMPAGNE IV
O monge que alegrou o planeta

Toda a região reserva boas surpresas. A pequena cidade de Hautvilliers merece algumas horas perdidas não somente para caminhar por suas ruas tranqüilas e sinuosas, repletas de sobrados de janelas coloridas pelos gerânios. Nela, está uma pequena curiosidade local. No alto das fachadas, podem ser vistos entalhes feitos em madeira ou ferro em que estão reproduzidas figuras exercendo alguma atividade. Uns modelam o tronco, outros fiam o tecido. Era apenas uma maneira, séculos atrás, de se informar a profissão do dono da casa.

Não só por isso, Hautvilliers faz parte de uma visita obrigatória dentro do roteiro. É na abadia da cidade, construída no século 12 e totalmente conservada, que pode ser encontrada a origem de toda a história do champanhe.

Nela, está o túmulo de Dom Pérignon, ninguém menos que o monge que inventou, quase que acidentalmente, a bebida mais festejada do planeta. Em função dessa história de sucesso, foi instalado um museu com objetos e documentos que mostram a história da descoberta e a evolução da bebida na própria abadia.

O monge beneditino criou o que pode ser chamada, por alguns, de a ‘bebida perfeita’, ao transformar vinho comum em um vinho delicado e espumante, pelo chamado método de champenoise.

Não satisfeito, o monge ainda foi capaz de inventar a maneira correta para acondicionamento do líquido, para que ele não perdesse o gás: a taça flute, longa, especial para saborear a bebida, e, achando pouco, criou também a garrafa e a rolha.

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Jornal do Commercio
Recife - 19.07.2001
Quinta-feira