SÃO PAULO – O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Célio de Freitas Batalha morreu na madrugada de ontem, aos 50 anos.
Batalha, que também era diretor de Assuntos Corporativos da Ford estava internado no Hospital Samaritano, em São Paulo, desde o último dia 2 de outubro. A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos, provocada por infecção generalizada.
Cerca de 300 pessoas compareceram à cerimônia de cremação, às 11h, no Crematório da Vila Alpina, Zona Leste. Executivos de todas as montadoras estiveram presentes, entre os quais, o presidente da Ford, Antonio Maciel Netto, os ex-presidentes da Anfavea, Luiz Adelar Scheuer, diretor da Mercedes-Benz, e José Carlos Pinheiro Netto, diretor da General Motors e Elizabeth Carvalho, da Volkswagen. Também esteve presente o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho.
Maciel Netto falou de Batalha com emoção: “Célio era um excelente amigo, sujeito família, executivo espetacular, justo e dinâmico. Defendia a indústria automobilística como ninguém. É uma perda irreparável para a Ford e para o Brasil.”
O presidente da Ford acrescentou que Batalha estava empenhado em fortalecer o setor automobilístico, principalmente por meio do aumento das exportações, de 18% para 30%. “Era sua preocupação o fato de o setor ter base instalada para a produção de 3,2 milhões de veículos e montar menos de 2 milhões em 2001. Ele queria fazer da exportação o meio de ocupar parte dessa capacidade ociosa.”
SUBSTITUTO – Batalha havia assumido a presidência da Anfavea na segunda quinzena de abril deste ano e seu mandato iria até abril de 2004. O cargo será assumido pelo primeiro vice-presidente, Ricardo Carvalho, diretor de Assuntos Corporativos da VW.
Advogado especializado em Direito Tributário, Batalha trabalhou em três das quatro maiores montadoras do País: Volkswagen (e Autolatina), Fiat e Ford. Participou ativamente das negociações do acordo automotivo entre Brasil e Argentina.