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PAISAGISMO Árvores vão humanizar o Recife
O trabalho consiste no plantio de mudas de papoulas, espirradeiras e jasmim-natal. A Rua dos Navegantes será a primeira via a ser beneficiada A Rua dos Navegantes, em Boa Viagem, foi escolhida para ser o piloto do Projeto Arborizar, idealizado pela Prefeitura da Cidade do Recife. Pronto para ser lançado, o trabalho consiste no plantio de aproximadamente cem mudas de papoulas, espirradeiras, pau darquinho e jasmim-natal, num trecho de um quilômetro da via, entre o terminal de Boa Viagem e a Rua Bruno Veloso. Segundo a engenheira florestal Fátima Carvalho, do Departamento de Paisagismo da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), os vegetais são de pequeno porte (arvoretas) e já alcançaram o padrão adequado à arborização urbana. As espécies foram cultivadas no sistema de haste única, ou seja, fizemos várias podas e as copas só começaram a abrir quando as hastes alcançaram quase dois metros de altura, explica. Ela disse que serão usadas papoulas vermelhas e em dois tons de amarelo, espirradeiras brancas, vermelhas e em dois tons de rosa, pau darquinho amarelo e jasmim-natal lilás. Escolhemos a Rua dos Navegantes por ser uma via com muitas intervenções. Há fiação dos dois lados e sob as calçadas passam serviços de abastecimento dágua, esgotamento sanitário, comunicação e drenagem de águas pluviais, enumera. A rua também apresenta disposição desordenada de postes e rebaixamento de meio-fio para acesso de veículos. Tudo isso restringe o espaço para a arborização, comenta. No trecho selecionado para o piloto, em 2.157 metros de calçadas foram indentificadas mais de 200 caixas de serviços, 67 postes, cinco telefones públicos, quatro barracas de comércio informal e apenas 44 árvores, sendo 84% amendoeiras e 7% oitizeiros. Se fôssemos distribuir as 44 árvores nesse um quilômetro, de forma linear, daria uma árvore a cada 49,18 metros, destaca. Fátima acrescenta que 79% das árvores têm doenças e 60% foram acometidas por pragas. Numa escala de 1 a 3, o valor de beleza dos vegetais teve média 1. De acordo com a engenheira, o diagnóstico revelou que o plantio de espécies arbóreas para a rua não é aconselhável, pela interferência nos serviços. Com as arvoretas, as interferências são mínimas, elas não racham muros, as raízes não afloram e o número de podas é reduzido. Foram cultivadas 250 mudas no viveiro da Emlurb, garantindo estoque para eventuais substituições. Os técnicos estabeleceram parâmetros para o plantio, levando em conta as intervenções existentes na rua. As mudas serão plantadas a 5 metros de distância de postes, a dois metros das caixas de serviços, a três metros das esquinas (a partir dos muros) e a três metros das entradas de carros. As espécies selecionadas já estão adaptadas à região e são largamente utilizadas em praças e parques. Só vamos plantar onde as plantas possam se desenvolver. O objetivo é qualidade e não quantidade. Fátima Carvalho salienta que o apoio da população é fundamental para evitar vandalismos. O assunto foi discutido por mais de um ano com o Departamento de Engenharia Florestal da Universidade Federal Rural, UFPE, Compesa, Telemar e Celpe. Problemas com as arvoretas podem ser comunicados pelo telefone 3441-9790. |
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