Funcionários administrativos, professores e pessoal da saúde estão entre os que vão paralisar atividades por 24 horas e fazer protesto na frente da Assembléia Legislativa
Os servidores estaduais cruzam os braços na próxima quinta-feira (25/10) para reivindicar melhores salários. O dia será marcado por uma paralisação de 24 horas e um ato de protesto, que terá início às 9h, na frente da Assembléia Legislativa.
Os detalhes sobre o movimento foram fechados na semana passada, em reunião do Fórum dos sindicatos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT). Inicialmente, a idéia era realizar uma paralisação no dia 23, mas os sindicalistas preferiram trocar a data para que o movimento não fosse afetado pelo feriado do dia 22, decretado pelo Governo Federal por causa da crise energética.
Apesar dos reajustes salariais concedidos a algumas categorias de servidores, a exemplo dos auditores fiscais e da polícia, existem funcionários públicos que estão com a remuneração congelada há sete anos. É o caso do pessoal administrativo das secretarias. De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos Civis de Pernambuco (Sindserpe) – que representa os administrativos – a defasagem salarial chega a 75%.
“Não queremos tratamento diferenciado para os servidores. O Estado concede reajuste para alguns, como é o caso dos secretários que ganharão 50% a mais”, protestou Renilson Oliveira, vice-presidente do Sindserpe. A intenção é retomar à mesa de negociação. Outras categorias que têm adesão confirmada ao dia de protesto são os professores, funcionários da Universidade de Pernambuco (UPE) e o pessoal da saúde.
Segundo Oliveira, o ato em frente à Assembléia Legislativa é estratégico, pois o orçamento do Estado está sendo apreciado pelos deputados. “Queremos saber dos parlamentares se, pelos dados do orçamento, existe possibilidade de reajuste em 2002”, explicou Oliveira. Como o próximo ano será eleitoral, os funcionários terão um prazo menor para receberem reajuste.
CELETISTAS – O Governo do Estado está concedendo reajuste salarial para os empregados celetistas das empresas públicas e sociedades de economia mista que não dependem de recursos do Tesouro. A exceção é a Ceagepe, que não depende do Tesouro e ficou sem aumento por causa da situação financeira. Os próximos acordos que deverão ser fechados são com a Fisepe e EMTU. A proposta encaminhada prevê aumento de 5%. Neste ano, já foram concedidos reajustes aos trabalhadores da Compesa, Lafepe e Suape.