Mauro Fernandes, que foi tricampeão estadual pelo Sport, em 98, usou muita lábia para devolver aos jogadores o prazer pelas vitórias. Atletas mais velhos como Edu Manga e Tinho mostram-se mais motivados
Independentemente dos onze jogadores que entrem em campo, todos na Ilha do Retiro garantem: não vai faltar a velha garra rubro-negra no jogo de hoje. A maior esperança do técnico Mauro Fernandes reside na regularidade que a equipe vem mostrando desde que ele assumiu o cargo há seis jogos, mesmo com algumas alterações nas peças.
“O mais importante é que o time não vem oscilando. Não faz um primeiro tempo ruim e não mostra queda de rendimento no segundo”, destaca.
Para chegar a tal ponto, foi preciso muita conversa do treinador com seus comandados. O objetivo primordial era levantar a auto-estima dos atletas. “Quando cheguei, o elenco estava muito abatido, após aquela derrota (2x0 a 19/9) para o Santos”, lembrou.
A julgar pelo retrospecto do Sport diante do Santa Cruz, com Mauro Fernandes como técnico, as coisas já estão mais claras para o lado vermelho e preto. Quando esteve à frente do Leão, em 98, foram três jogos e nenhuma derrota. “Ganhamos uma de 4x1 e outra de 2x1. O terceiro jogo foi empate por 0x0”, lembra.
É sempre bom recordar que naquele ano o Sport chegou ao tricampeonato invictamente. Foram 63 gols marcados e apenas nove sofridos. “Perdi para o Santa Cruz nas finais de 95 (1x0 e 2x0)”, conta. Naquele ano, Mauro treinava o Náutico.
Entre os jogadores, a esperança é grande num resultado positivo. O meia Edu Manga, por exemplo, reconhece que não esteve bem na última partida, diante do Juventude e espera apagar a má jornada com uma atuação daquelas para o torcedor lembrar por muitos e muitos anos.
“Domingo, senti uma contusão e reconheço que não joguei bem. Mas agora vou dar a volta por cima”, acredita.
TINHO – O Clássico das Multidões desta tarde, na Ilha do Retiro, tem um sabor especial para o zagueiro Tinho, que já esteve no lado oposto.
Em 99, na Segundona, os corais estavam na pior, quando, capitaneados por Tinho, derrubaram o São Caetano e garantiram o retorno à primeira divisão nacional.
Ele conhece até os atalhos para marcar o artilheiro Túlio, a quem já enfrentou diversas vezes.
“Tem que haver sempre alguém por perto, pois embora ele não seja um jogador veloz, tem facilidade para chutar”, ensina.