A trombose é a formação de uma placa (aperoma) dentro de um vaso arterial ou venoso que provoca a interrupção do fluxo de sangue no local. O cardiologista Roberto Barreto Campello, chefe da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital das Clínicas, exolica a doença.
Quais os tipos de trombose?
Pode ser arterial, atingindo as artérias coronárias (coração) ou cerebrais, ou venosa, que é mais comum nas veias das pernas e abdômen inferior.
Quais as conseqüências?
As áreas atingidas deixam de receber sangue. Quando ocorre no cérebro, provoca o acidente vascular cerebral (AVC). Pode comprometer áreas responsáveis pelo equilíbrio, fala e deglutição, além de paralisar parte do corpo. Em uma artéria coronária provoca infarte no miocárdio. As conseqüências podem ser insuficiência respiratória, angina no peito, até a morte súbita. No caso da trombose venosa, a placa (aperoma) pode se desprender e ir para o pulmão, provocando embolia pulmonar.
Quem é mais susceptível?
As tromboses venosas são mais comuns nas mulheres, por terem uma maior tendência ao sedentarismo e ter varizes, além de fatores como a gravidez e o uso de anticoncepcionais. As tromboses arteriais ocorrem por fatores como hipertensão arterial, fumo, colesterol alto, sedentarismo, diabetes e tendência genética.
Há como diagnosticar e reverter a doença?
A trombose venosa pode ser súbita. Já a forma arterial pode ser detectada por meio de exames médicos específicos e complementares. Se o atendimento for rápido, alguns casos podem ser reversíveis e as seqüelas amenizadas.