Dieta adequada, garantem especialistas norte-americanos, reduz a idade fisiológica. Alimentos ricos em proteínas podem ‘retirar’ anos da aparência
Agência Globo
Que tal reduzir até 27 anos da idade fisiológica sem o auxílio de cirurgia plástica, de lifting, ou mesmo de aplicação de botox, cremes e outros truques conhecidos da mulher contemporânea? E isso tudo mudando apenas hábitos e alimentação, tornando-os mais saudáveis? Aí vai um rápido conselho: em três anos, as mulheres que ingerirem cinco ou seis nozes antes da refeição, por exemplo, podem tirar de seus ombros 3,4 anos da idade. Aos homens que até aqui não se interessaram pelo assunto, um alerta: para eles, essa redução é maior: 4,4 anos.
Uma folheada no livro A Dieta da Idade Verdadeira (Editora Campus) ajuda a conhecer essa mina da juventude. Mas os autores avisam: não se trata de livro de dieta, mas de um programa alimentar antienvelhecimento. Os médicos Michael F. Roizen, da Universidade de Chicago, e John La Pluma, do Kendall College, garantem que alimentos ricos em proteínas e com poucas calorias deixam o corpo mais jovem do que se imagina.
Assim como em A Idade Verdadeira, seu livro anterior, Roizen lista, neste livro, os fatores que afetam a verdadeira idade e o ritmo de envelhecimento de uma pessoa, desde largar o cigarro até usar o fio dental. E, mais uma vez, o leitor é convidado a fazer um teste que indica como os hábitos alimentares afetam a verdadeira idade. “Diminuir o ritmo de envelhecimento pode ser fácil e indolor”, afirma Roizen.
Os autores demonstram que é possível rejuvenescer com algumas das 51 escolhas alimentares e estratégias redutoras da idade fisiológica. Elas foram divididas em cinco grupos: soluções rápidas, mudanças relativamente fáceis, moderadas, moderadamente difíceis e muito difíceis.
Entre as soluções rápidas têm-se, além do consumo de nozes, o de peixe (com benefício de 1,6 a 3,4 anos a menos) e o de vitaminas C e E, ao longo do dia, por meio de alimentação ou de suplementos (até três anos a menos). No segundo grupo está, por exemplo, a diversificação da dieta, incluindo frutas, hortaliças, cereais integrais, proteína e leite desnatado. O benefício? Até quatro anos a menos.
Realizar substituições, resultando em até 12 anos a menos, é uma das regras das mudanças moderadas. Assim, é aconselhável usar azeite no lugar da manteiga ou margarina, trocar biscoitos por frutas, suco de laranja pela fruta e outras variações. As mudanças moderadamente difíceis — exigem compromisso e esforço — incluem a reeducação dos olhos, que, dependendo da idade atual, garante um prejuízo de dois a 13 anos a mais. “Antes de colocar um item no carrinho do supermercado, pergunte-se: “Este alimento vai me manter saudável?” Se a resposta for negativa, coloque-o de volta na prateleira. Rápido!”, ensina.
Finalmente, entre as mudanças mais difíceis está o controle da pressão arterial através do aumento do consumo de cálcio, potássio, hortaliças e frutas; do emagrecimento gradual e da redução do consumo de sal (com ganho de 10 a 15 anos), do peso estável (benefício de seis anos) e da eliminação do excesso de açúcar (ganho de cinco anos).
O livro termina com dicas para preparar refeições, cardápio para duas semanas, 20 receitas, todas com análise nutricional, e alimentos que devem ser evitados, pois aceleram o envelhecimento. Alguns desses vilões são óleos, alimentos de origem animal (principalmente carne vermelha gordurosa) e laticínios com gordura saturada (creme de leite, queijos cremosos, e leite integral).
Se o leitor vencer os obstáculos impostos pela má alimentação no dia-a-dia, os autores agradecem. Como diz John La Pluma: “Que os prazeres à mesa e a energia da juventude os acompanhem.”