Provedor norte-americano altera, em meio à guerra contra o Afeganistão, sua política de privacidade
Em tempos de guerra, nem o aclamado espaço libertário da Internet escapa de vigilância. Prova disso é que a America Online (AOL), um dos maiores provedores de acesso à Internet do mundo, anunciou, esta semana, alterações em sua política de privacidade, de modo a garantir o direito de usar ferramentas para rastrear o uso da Rede, como cookies e Web beacons.
De acordo com o porta-voz da provedora sediada nos Estados Unidos, Andrew Weinstein, o objetivo da AOL com a atitude é meramente personalizar determinados serviços e monitorar anonimamente a efetividade dos anúncios online. “Planejamos utilizar essas práticas-padrão da mesma maneira que qualquer outra empresa de Internet”, afirmou Weinstein à agência IDG Now!.
As informações geradas por essas tecnologias de rastreamento, no entanto, são capazes de traçar um perfil bastante abrangente do internauta, podendo ser muito úteis a serviços de inteligência ou outros do gênero.
Os cookies, por exemplo, permitem a quem os envia coletar dados como endereço IP do destinatário, tipo de navegador que ele utiliza e os sites da Internet que visita.
Já os Web beacons são utilizados para gerar estatísticas de publicidade virtual, como o número de visitantes únicos ou cliques a banners.
Apesar do clima de espionagem, a AOL enfatiza que não pretende fornecer qualquer informação sobre os lugares que os internautas freqüentam, seja nos domínios da própria provedora ou na Web, para terceiros. E se os terceiros forem o Governo dos Estados Unidos?