RIO – Para o especialista em doenças infecciosas inglês radicado no Brasil John Woodall, que trabalha numa rede mundial de rastreamento de novas doenças pela internet, a Promed, o grande número de bactérias com características semelhantes às do antraz pode ter sido a causa de tanta confusão.
“Existem pelo menos 50 delas. O que não significa que ofereçam o mesmo perigo que o antraz”, explicou.
Segundo ele, um teste inicial não é capaz de identificar que bactéria foi encontrada na carta enviada ao correspondente do The New York Times no Brasil. “Só outros mais específicos podem detectar que bactéria é.”
Woodal disse não acreditar na possibilidade de a bactéria ser de um tipo transmitido por alimentos, como chegou a ser especulado. “É bem mais provável que a pessoa que postou a carta trabalhe num laboratório.”
Durante a entrevista ontem, o presidente da Fiocruz, Paulo Buss, acrescentou que, se o resultado fosse positivo, o material e o laudo seriam encaminhados para os Estados Unidos apenas para que fosse comparado com os outros casos de contaminação por antraz já detectados para ver se haveria uma ligação entre todos.