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GUERRA AO TERROR VI
Al-Jazeera fatura alto por ser a
única rede no palco do conflito
Desde o início dos bombardeios no Afeganistão, a Al-Jazeera, rede de TV do Qatar, foi promovida às manchetes dos jornais. Primeiro pela novidade de ser a única televisão gerando imagens do palco do conflito. Depois, pela repercussão do vídeo transmitido pela emissora com declarações gravadas do esconderijo do inimigo número um dos Estados Unidos, Osama bin Laden. A Casa Branca pressionou o emir do Qatar para que a rede também evitasse divulgar na íntegra as imagens de grupos terroristas. O pedido foi em vão. A Al-Jazeera (logomarca ao lado) quer aparecer para o mundo ocidental como uma empresa jornalística independente, que dá espaço para todas os lados desta guerra.
A investida tem sido bem sucedida. Por seus microfones, já passaram entrevistados bem diferentes. De Osama bin Laden ao primeiro ministro da Inglaterra, Tony Blair, passando pelo secretário de Estado norte-americano Collin Power, todos já falaram para as 40 milhões de pessoas que sintonizam a Al-Jazeera. Nem o presidente George W. Bush quer perder esse espaço e já sinalizou a possibilidade de dar entrevista para a emissora.
Tanta fama tem sido revertida em bons lucros. Segundo o jornal Washington Post, a Al-Jazeera está cobrando U$ 20 mil por cada minuto exibido em TVs norte-americanas. Um dinheiro muito bem-vindo numa emissora largamente bancada pelo emirado e que vinha lutando – sem grande sucesso – para melhorar o seu mirrado faturamento comercial. Uma realidade que certamente deverá mudar com a guerra.
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Jornal do Commercio
Recife - 21.10.2001 Domingo
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