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FESTIVAL DE PERCUSSÃO II
Suzano namora a eletrônica

O pandeirista carioca Marcos Suzano apresentou-se na segunda edição do PercPan, em 1994. na quinta-feira ele estará no palco do Marco Zero como um dos apresentadores do festival. Um apresentador diferente, que faz a ponte, em forma de vinheta, enquanto um artista sai e é preparado o palco para a próxima atração: “Não sei como é que vai ser, fui convidado meio em cima da hora. Tinha acabado de chegar de viagem e recebi o convite de Beth Cayres (a produtora do PercPan). Já peguei o bonde andando e não pude opinar sobre os artistas que participam do festival”.

Embora ele e Gilberto Gil ainda não tenham combinado as vinhetas entre cada apresentação, Suzano diz já ter feito alguns números solo: “Vamos ter pouco tempo para ensaiar, mas de antemão sei que será uma experiência maneira, porque Recife tem o cenário musical mais interessante do Brasil atualmente. Sei que Gil vai chegar cheio de reggae e eu, de idéias”.

Parceiro de Lenine no CD Olho de Peixe (1993), exímio pandeirista, Suzano tem com esse instrumento o que define como “um relacionamento mais íntimo, porém mexo com a tralha toda”, garante. “Tenho outras opções, o que foi uma coisa que o Naná sempre me mostrou. Vou levar um set de instrumentos não muito grande. Mais pro lado tecnológico, coisas processadas por efeitos eletrônicos. É preciso acabar com essa mística da percussão sempre unplugged.” Essa faceta com bit e chips na percussão o público vai conhecer não apenas nas conexões entre Suzano e Gilberto Gil. Ele além de mestre-de-cerimônias vai apresentar com sua banda o show Flash, título do último CD que lançou pela Trama.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.11.2001
Quarta-feira