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FESTIVAL DE PERCUSSÃO III Theremin na batucada eletrônica
Rita Lee, rock e pop nas veias desde os idos dos anos 60, é um das estrelas do Panorama Percussivo Mundial, o PercPan. O que tem a ver uma cantora pop com um evento em que a batucada impera? Nada, mas está dentro da proposta da produção do PercPan, que é mesclar percussionistas consagrados com cantores, desde que estes tragam um show que tenha a ver com o festival. Por e-mail, de São Paulo, Rita Lee, comentou para o Jornal do Commercio, sua participação no PercPan, quando irá tirar do baú o theremin, muito usado na época dos Mutantes.
JORNAL DO COMMERCIO – Rita, com 15 anos, você ganhou uma bateria. Como é, depois de tantos anos, estar num festival de percussão? Vai-se finalmente conhecer a Rita Lee baterista?
RITA LEE – Como você disse, eu era baterista aos 15 anos, bota calendário nisso... De lá para cá, me interessei mais pelas melodias e letras, mesmo assim minha paixão pelos tambores continua cada vez mais acirrada, mas encarar uma bateria na frente de tantas feras presentes seria muita cara de pau minha.
JC – Você já teve alguma experiência em algum festival desse tipo antes?
RL – É a primeira vez que participo do Perc-Pan, não conheço outro tipo de festival nesses moldes.
JC – Sua apresentação será com sua banda, ou foram convidados outros músicos?
RL – Vou me apresentar com uma Talebanda: João Barone na bateria, Dadi no baixo, William Magalhães nos teclados, Ary Dias na percussão e Roberto de Carvalho na guitarra.
JC – Alguma supresa?
RL – Gil me disse que pode rolar uma mistura fina entre os convidados, vou levar meu theremin pra uma batucada eletrônica.
JC – Se bem que sua música não seja assim tão alheia à percussão. Basta lembrar que em Ando meio desligado, com os Mutantes, há a percussão de Naná Vasconcelos.
RL – Pois é, uma pena que Naná não divida mais com Gil as honrarias de anfitrião do PercPan, Naná é um gênio absoluto e o planeta inteiro tem o maior respeito por ele.
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