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IML
Legistas aceitam proposta e terão 15% de aumento

O reajuste é retroativo a 1º de setembro e contempla um dos itens da pauta da reivindicações encaminhada pela categoria ao Governo

Médicos do Instituto de Medicina Legal (IML) de Pernambuco decidiram, ontem, aceitar a contraproposta do Governo do Estado. Os legistas (inclusive os aposentados) terão um reajuste salarial de 15% retroativo a 1º de setembro e aguardam a retomada das negociações em fevereiro de 2002.

“Não tivemos todas as nossas reivindicações atendidas, mas resolvemos confiar na palavra do Governo”, disse Raílton Bezerra de Melo, presidente da Associação Pernambucana de Medicina e Odontologia Legal.

Os legistas pediam equiparação salarial com os delegados de polícia, o que implicaria num reajuste em torno de 40%. Segundo Bezerra de Melo, o aumento conquistado representa um acréscimo de aproximadamente R$ 280 na menor remuneração.

O movimento dos legistas por melhores salários e condições de trabalho foi iniciado há um mês, com denúncias e menor velocidade na liberação de corpos. O caso chamou a atenção do Ministério Público Estadual, que solicitou inspeção das Vigilâncias Sanitárias do Estado e do Recife. Constatadas as irregularidades, o MP reuniu dirigentes do instituto, secretário de Defesa Social, Gustavo Lima, vigilâncias e legistas para discutir prazos para soluções.

INSPEÇÃO - A Câmara Técnica do Conselho Federal de Medicina iniciará por Pernambuco uma série de fiscalizações que visa traçar a situação dos serviços de medicina legal do País. O trabalho estava previsto para hoje, com uma visita ao Instituto de Medicina Legal, mas deverá ser adiado para a próxima semana. A inspeção geral foi sugerida pela Sociedade Brasileira de Medicina e Odontologia Legal.

“É fundamental o trabalho da medicina científica para o esclarecimento dos casos de violência. As deficiências dos serviços atrapalha a elaboração dos laudos”, diz Reginaldo Inojosa, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina e Odontologia Legal. O início da fiscalização por Pernambuco é devido às denúncias de más condições de trabalho.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.11.2001
Quarta-feira