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SEQÜESTRO IV
GOE tem dez dias para ouvir seqüestrador

O depoimento de John Caetano Rodrigues será decisivo para a Polícia Civil aprofundar as investigações sobre três questões fundamentais para a conclusão do seqüestro de Camila Batista e as atividades da quadrilha: a fita com os nomes de policiais corruptos que, segundo o bandido, receberiam propinas para manter seu grupo em liberdade, a possível participação de uma das empregadas da família da garota na ação, além da lista com a relação de vítimas em potencial de novos seqüestros. Ontem, durante a perícia nos cativeiros, no Cabo, O delegado do Grupo de Operações Especiais (GOE), Aníbal Moura, informou que tem prazo de 10 dias para ouvir Jones. De acordo com ele, o depoimento será tomado no Hospital da Restauração, onde o seqüestrador está internado.

As denúncias do envolvimento de policiais no recebimento de propinas, afirmou Aníbal Moura, só passarão a valer para a polícia no momento em que Jones fizer um relato completo e apresentar provas. Para o delegado, a palavra de John Caetano não basta para o indiciamento dos profissionais, que, segundo o seqüestrador, trabalhariam nas delegacias do Ibura, Prazeres e Piedade. Moura quer os nomes e exige que ele apresente, oficialmente, as circunstâncias, valores e detalhes das transações. O titular do GOE voltou a afirmar o interesse em punir os possíveis envolvidos com a quadrilha. “Quem estiver podre, vai cair também” declarou mais uma vez.

Com relação ao envolvimento de uma empregada da família de Camila Batista no seqüestro, denunciada por um ex-comparsa de Jones, Aníbal Moura pretende ouvir todos os funcionários da casa. “Já tomei depoimento da família, mas vamos apurar essa denúncia”. Sobre a relação de vítimas em potencial de seqüestros, Moura também exige a apresentação de provas materiais.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.11.2001
Quarta-feira