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SEQÜESTRO V
Pais de Camila descartam suspeitas sobre empregadas

Os pais de Camila Batista consideraram absurda a denúncia feita na televisão por um suposto comparsa de Jones de que uma das empregadas da residência da família teria ajudado no seqüestro, repassando informações ao grupo sobre a rotina dos patrões, principalmente da estudante e de sua irmã, Amanda, 11 anos. Tendo como porta-voz o bancário Marcos Coimbra, Adeilza e Jair Batista afirmaram ter total confiança nas duas empregadas que trabalham na casa.

“Isso é um boato, até porque se algumas dessas mulheres fosse informante dos seqüestradores, eles saberiam mais detalhes sobre todos nós. Saberiam minha idade, por exemplo, já que toda a negociação foi feita comigo. Era a mim que eles ofendiam com palavrões, como estratégia comum nesses casos para humilhar e enfraquecer a pessoa, pressionando a família a pagar o mais rápido possível o valor do resgate exigido”, afirmou o bancário. Os pais de Camila têm duas empregadas: uma com quatro anos de trabalho na casa e outra com três meses.

Sobre a possibilidade de a informante ser uma das funcionárias das duas lojas da Comercial Batista, em Prazeres e Afogados, Marcos Coimbra afirmou que a família também não acredita na possibilidade. “Agora, caberá à polícia investigar tudo.”

Na denúncia, o comparsa de Jones revela que a empregada teria informado o horário que as meninas costumavam sair para a escola, além de detalhes como quem as levava ao colégio. Também teria impedido que o grupo seqüestrasse Camila e Amanda ao mesmo tempo. Amanda chegou a ser levada pelos seqüestradores porque estava no carro com o pai e a irmã, mas momentos depois foi libertada.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.11.2001
Quarta-feira