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JUSTIÇA Defensoria pede condições de trabalho
A Associação dos Defensores Públicos de Pernambuco (ADPPE) entregou ao governador Jarbas Vasconcelos um memorial contendo as reivindicações da categoria, em que denuncia a escassez de recursos materiais e a precariedade das instalações físicas das unidades de trabalho. “Urgem ações inadiáveis visando ao aparelhamento infra-estrutural da Defensoria para torná-la verdadeiramente capacitada a desempenhar seu trabalho em favor dos necessitados”, frisa.
O documento, redigido por grupos de trabalho orientados por coordenadores e relatores, refere-se à ausência de regulamento da Defensoria Pública de Pernambuco, recomendada pela própria Lei Estadual Complementar nº 20/98, para que os órgãos que a estruturam passem a operar os seus deveres funcionais, a exemplo do Conselho Superior. E defende uma remuneração condigna em nível “consentâneo com a relevância do trabalho prestado em caráter exclusivo”.
O documento chama a atenção para o número reduzido de defensores públicos, desproporcional à demanda da população carente e adverte que o único meio capaz de suprir essa insuficiência seria o concurso público para o cargo de defensor público, “para que não haja a descontinuidade dos serviços.”
Pede ainda a autonomia administrativa e financeira, além da elevação do quantum relativo à dotação orçamentária, permitindo corrigir faltas imediatas e prementes. Esse item, inclusive, faz parte de emenda na Reforma do Judiciário, a PEC 29/2000, já aprovada pelo relator, senador Bernardo Cabral, a ser encaminhada à votação no plenário do Senado.
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