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POLÍCIA
Concursados temerosos de que Jarbas não cumpra palavra

Apesar de o governador Jarbas Vasconcelos ter prometido, em setembro do ano passado, contratar, até o final do seu mandato, os 1.200 candidatos aprovados no concurso para agentes da Polícia Civil, realizado em setembro de 98, os concursados estão temerosos de que a palavra dele não seja cumprida. “Não há qualquer sinalização, por parte do Governo do Estado, em preencher as vagas. Dá a impressão de que a Polícia não é prioridade para o governador”, afirma um dos candidatos aprovados, Jairo Paiva.

O edital do concurso previa a abertura de 1.200 vagas, mas até agora somente 400 agentes foram nomeados. “Um levantamento feito pela chefia de Polícia Civil identificou a necessidade de contratação de pelo menos cinco mil policiais. O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol) afirma que para completar o quadro seriam preciso seis mil policiais”, observa Jairo Paiva. “A demora em concluir os inquéritos, por exemplo, é uma das conseqüências dessa carência de pessoal”, complementa Jairo.

Segundo os concursados, há pelo menos 18 cidades onde existem candidatos aprovados aguardando nomeação. Em agosto deste ano, os candidatos apresentaram ao secretário de Administração e Reforma do Estado, Maurício Romão, uma proposta, recusada pelo Governo, em que abriam mão da remuneração paga durante os seis meses em que estivessem cursando a academia. A secretaria diz que autorizou a nomeação de 40 médicos legistas, aprovados no último concurso público, realizado em 1997. Os novos médicos, de acordo com a secretaria, ingressarão no Estado com salário inicial de R$ 1.871,00, representando um acréscimo de R$ 67 mil na folha de pagamento.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.11.2001
Quarta-feira