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ENERGIA
Aumento das geradoras também pesará no bolso

Depois das distribuidoras, chegou a hora do Governo Federal negociar a reposição das perdas do racionamento com a geradoras de energia do País. Antes mesmo do acordo final – que está quase concluído – ser assinado com as distribuidoras, já foram iniciadas as negociações para a reposição de cerca de R$ 3 bilhões em prejuízos alegados pela Associação Brasileira das Geradoras de Energia (Abrage).

Mais uma vez, a solução encontrada deverá pesar no bolso do consumidor. Isso porque o Governo deverá oferecer a mesma proposta que está sendo fechada com as concessionárias estaduais. Do total das perdas, 80% deverão ser repassados através de um financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a ser pago em três anos. Os outros 20% seriam pagos por meio de aumento de tarifa. Com isso, a energia sairá mais cara para as distribuidoras e, conseqüentemente, essas empresas não arcarão com o prejuízo e irão repassar o aumento para a conta de luz do consumidor. A proposta deverá ser discutida hoje durante a reunião da Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE).

Também deverá ser discutida a solução para o chamado Anexo 5 dos contratos iniciais assinados entre distribuidoras e geradoras. Por ele, em situações excepcionais como um racionamento, as geradoras estão isentas de entregar toda a energia contratada para as distribuidoras, mas precisarão ressarcir, em dinheiro, parte do que não for vendido. As geradoras querem fazer esse pagamento em energia e as distribuidoras não aceitam.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.11.2001
Quarta-feira