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PORTO DO RECIFE
PCR e Porto disputam terminal de passageiros

A Prefeitura do Recife está aguardando que a área seja passada para o seu nome para depois licitar a operação do pátio de passageiros, mas a administração portuária diz que não vai ceder o local

O Porto do Recife e a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) disputam a operação do terminal de passageiros, instalado ao lado da Praça do Marco Zero. Enquanto a Prefeitura aguarda que a área seja passada para o seu nome, o Porto está realizando um levantamento das ações necessárias para viabilizar a operação do empreendimento.

“Primeiro, é necessário ter a titularidade da área para depois licitarmos para a operação do terminal”, comentou o secretário municipal de Turismo, Romeu Batista. Segundo ele, o pedido de transferência da titularidade foi encaminhado ao Porto do Recife há oito meses.

O Porto do Recife foi estadualizado em junho deste ano. O Governo do Estado é administrado pela aliança PMDB/PFL, enquanto a Prefeitura está nas mãos do Partido dos Trabalhadores (PT). São grupos políticos opostos.

Como a área do terminal pertence ao Porto do Recife, a estatal ficará com a operacionalização do pátio. O presidente do Porto do Recife, Fernando Jordão, afirmou desconhecer qualquer pedido de transferência da área do terminal para a PCR.

“A intenção do Porto do Recife é operar o terminal”, garantiu Jordão, acrescentando que a estatal não vai ceder o local para ser administrado pela PCR. “Somos os operadores natos desse tipo de atividade”, explicou Jordão.

HISTÓRICO – Embora tenha sido inaugurado oficialmente em dezembro de 2000 pelo então prefeito Roberto Magalhães, o empreendimento até hoje não emplacou como terminal e recebeu um investimento de R$ 1,5 milhão por meio do Programa de Desenvolvimento do Turismo para o Nordeste (Prodetur I). Para receber esses recursos, a PCR entrou com uma contrapartida em obras.

Caso a operação do terminal fique com o porto, o secretário Romeu Batista argumentou que deve ocorrer uma negociação com a Prefeitura. “Ninguém constrói um local para não operar, mas ainda não me encontrei com o secretário de Turismo do Estado ou com a administração do porto para tratar desse assunto”, comentou ele.

Está prevista a parada de 56 navios de passageiros no Porto do Recife entre outubro deste ano e março de 2002. As embarcações de grande porte não podem atracar no cais em frente ao terminal, porque o local não apresenta profundidade suficiente.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.11.2001
Quarta-feira