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BANCOS II
Servidores do Banco Central no Recife entram em greve

Os 166 funcionários da Delegacia do Banco Central no Recife decidiram, em assembléia realizada ontem, entrar em greve por tempo indeterminado. Há duas semanas, as Delegacias do Banco Central em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília também suspenderam as atividades. No primeiro dia da greve na delegacia local, apenas 65 servidores trabalharam.

Como retaliação, a direção do Banco Central está exonerando os funcionários que ocupam cargos comissionados e que aderiram ao movimento. Nacionalmente, mais de 150 pessoas já foram afastadas de seus cargos. Em Pernambuco, a greve provocou três exonerações.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Funcionários do Banco Central (Sinal), Davi Falcão, a medida não está esmorecendo o ânimo dos funcionários. “As pessoas lamentam a perda financeira provocada pela perda do cargo comissionado, mas todos têm consciência do momento que estamos vivendo e da importância do movimento”, garante o sindicalista.

A mobilização dos funcionários do Banco Central dura mais de um mês, depois que não houve resposta à pauta de reivindicações encaminhada pela categoria à direção do Banco. As exigências apresentadas vão desde reposição salarial de 75,48%, liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) que ficou retido quando deixaram de ser vinculados ao Regime dos Servidores e passaram a se subordinar ao Jurídico Único (RJU) e a melhoria nas condições de atendimento ao público.

Com a interrupção das atividades dos funcionários do Banco Central, a distribuição de numerário às instituições financeiras fica comprometida.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.11.2001
Quarta-feira