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Frevo cai nas graças dos pernambucanos

Em 1997 eram lançados em Pernambuco os refrigerantes Frevo. No início, apenas os sabores laranja e guaraná nas embalagens de dois litros. O produto, de gosto um pouco mais adocicado e menos ácido que os similares, pretendia satisfazer o paladar dos pernambucanos. O público-alvo eram as classes C e D, que depois do Plano Real tiveram um pequeno aumento no poder aquisitivo e passaram a comprar artigos até então inviáveis para o orçamento.

Hoje, a Frevo detém 30% do mercado de refrigerantes do Estado e 13% do Nordeste. O sucesso, segundo o gerente de Marketing Dante Júnior se deve a um somatório de fatores. O lançamento das embalagens PET, por exemplo, permitiu que o público variasse o consumo de refrigerantes, antes limitado devido à fidelização dos vasilhames de vidro. A concorrência passou a ser mais acirrada nos pontos de vendas e os rótulos contribuíram para melhorar o apelo visual. Os rótulos da Frevo têm 17 cm de altura. “Os maiores do mercado”, afirma Dante.

A marca também passou a ser mais valorizada com o aumento da variedade de sabores e produtos. A família cresceu com os sabores cola, lima-limão, linha light e água mineral. Em dezembro, o lançamento de sucos de frutas cítricas. A empresa vai mais além e planeja, para o final do primeiro semestre do ano que vem, a investida em cervejas. “Estamos aumentando a nossa participação no mercado e ampliando o nosso público-alvo, pois já somos consumidos por todas as classes sociais.”

Tanto crescimento foi respaldado pelo aumento gradual da produção. Há quatro anos, a produção mensal era de 70 mil caixas (com seis embalagens). Hoje, a produção mensal saltou para 2,5 milhões caixas. Para Dante, a receita do sucesso da multiplicação dos números está em investimentos em qualidade, marketing e mídia. “Destinamos 5% do nosso faturamento a ações de comunicação.” (Simone Gouveia)

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Jornal do Commercio
Recife - 05.11.2001
Segunda-feira