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Marcas pegam ‘carona’ no carisma dos bichos

Fabricantes de alimentos, empresas de serviço e de equipamentos eletrônicos aproveitam a ‘popularidade’ dos animais para se manter no mercado e até consolidarem marcas. O quase cinquentão tigre Tony, da Kellogg’s é um exemplo de vitalidade exibido em todo material promocional dos cereais da empresa

Simpáticos, os bichos são um elemento sempre presente na comunicação de marcas. Biscoitos, iogurtes, filmes, equipamentos eletrônicos, eventos esportivos.... O carisma dos bichanos é imbatível quando o propósito é promover a imagem de uma empresa.

Exemplo típico, o tigre Tony, da Kellogg’s, não perde a força embora seja quase cinqüentenário. O felino estreiou nas embalagens dos cereais matinais da fabricante de alimentos em 1953 e, ainda assim, mantém uma vitalidade invejável até hoje. “É um recurso utilizado internacionalmente. O símbolo da Peugeot, por exemplo é um leão, assim como o dos estúdios MGM, mas não há nada científico que comprove a supremacia dos bichos na construção de uma marca”, lembra o consultor Jaime Troiano.

Presença indispensável nas embalagens e em todo material promocional da marca, Tony teve o visual renovado no ano passado. Ganhou traços mais musculosos para reforçar o conceito de energia que permeia o posicionamento do produto.

Mesmo empresas que não têm tradição de usar a bicharada, não abrem mão do recurso. É o caso da Parmalat, que teve um dos maiores retornos publicitários de sua história com a campanha dos mamíferos. Os bichinhos provocaram uma verdadeira histeria nos quatro cantos do País. Supermercados e pontos de trocas das pelúcias, viraram uma verdadeira romaria de consumidores. As vendas, vale lembrar, dispararam.

O sucesso foi tão grande que a empresa foi obrigada a prorrogar o encerramento da promoção várias vezes. Até no câmbio negro os bichinhos foram vendidos, sem contar o ‘assédio’ dos ladrões, que chegaram a assaltar um carregamento de pelúcias.

Este ano, várias marcas voltaram a investir na fórmula. Entre elas o amanciante Fofo e a AmBev, que investe na confecção de bonecos de animais da Amazônia para emplacar a vendas do guaraná Antactica junto ao público infantil.

Até quando a tarefa parece não ser das mais simpáticas, os bichos dão conta do recado. Foi o que aconteceu com a espanhola Iberdrola, que recorreu à figura de um chimpanzé para sensibilizar os consumidores que desviavam energia da Companhia Energética de Pernambuco (Celpe), adquirida no ano passado ao Governo do Estado. A campanha Macaco só dá galho foi recordista em prêmios e conseguiu reduzir, em parte é verdade, o percentual de energia desviada. Comprovada cientificamente ou não, uma coisa é certa: a participação dos animais faz muito bem às marcas. (Sofia Graciano)

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Jornal do Commercio
Recife - 05.11.2001
Segunda-feira