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O romance entre consumidores e marcas

Razão mais provável do sucesso ou fracasso das marcas, os consumidores são a parte mais importante num trabalho de construção de imagem, na opinião do consultor Jaime Troiano. Para ele, essa lição básica, algumas vezes esquecida, pode explicar a saída ou ascenção repentinas de determinados produtos no mercado .

“Marcas pertencem, de fato aos consumidores. Elas só existem de verdade dentro do coração e da cabeça deles”, diz Troiano, para quem as expressões visuais e elementos ultilizados na construção da imagem dos produtos apenas servem para alimentar a vida interna das marcas em cada um de nós.

E alerta: “quando uma empresa esquece disso não sabe, mas as chances de sucatear a marca são muito grandes”. Segundo o consultor, a falta de verba não deve ser motivo para o descuido com a imagem da empresa.

Empresas pequenas – e principalmente elas – têm que fazer um bom trabalho de marca. É preciso destinar de 2% a 3% do faturamento a essa finalidade. O executivo diz que a construção de uma marca não termina com a definição de um logotipo ou elementos visuais. É contínuo, deve ser integrado às rotinas da empresa e adotado por todos os seus funcionários.

“É como escovar os dentes. Tem que ser todo dia.” Essa preocupação deve ir do atendimento que a telefonista presta ao público, prossegue Troiano, à identificação dos veículos e uniforme dos funcionários.

Mas, principalmente, é necessário considerar se as ações estão alinhadas ao conceito que o consumidor tem da marca e ao que ele espera dela. “Alimentar, entender e acompanhar esse romance entre consumidores e marcas é a medida da verdade em comunicação e marketing.”

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Jornal do Commercio
Recife - 05.11.2001
Segunda-feira