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Campanha testa força de marcas

Idealizada pela Associação Brasileira das Agências de Publicidade, a votação é um instrumento valioso para medir a influência das marcas de forma segmentada. Consumidores serão premiados com R$ 1 milhão em cadernetas de poupança

A segunda etapa da campanha nacional de valorização de marcas, lançada ontem, é um valioso instrumento para medir a eficiência do trabalho de construção de marcas regionalmente. Idealizada pela Associação Brasileira das Agências de Publicidade (Abap) e apoiada pelas principais entidades representativas dos veículos de comunicação no Brasil, a campanha Marcas do seu Coração, criada pela Denison Brasil, vai eleger, nesta fase, as 28 marcas mais lembradas pelos consumidores.

Um detalhe interessante é que a Abap vai organizar os votos por estado e região, dando a publicitários e anunciantes uma valiosa ferramenta para medir o alcance de suas marcas. Provavelmente algumas posições serão confirmadas, mas surpresas também acontecerão. É a oportunidade ideal para os executivos ratificarem ou – se for o caso - até corrigirem seus planos de mídia e investimentos em marca.

“Os segmentos mais relevantes estão sendo pesquisados. Vamos ter condições de traçar um perfil segmentado e regionalizado sobre o desempenho das marcas no Brasil”, diz o presidente da Abap e da Ogilvy, Sérgio Amado. A promoção, que dura até dezembro vai premiar os participantes com mil cadernetas de poupança no valor de R$ 1 mil, patrocinadas pela Caixa Econômica Federal.

Os consumidores vão poder dar seu voto por meio de cupons publicados em jornais, revistas e distribuídos nas agências lotéricas e dos Correios, em todo o País.

O apoio logístico será dado pelos Correios, que vão receber os votos enviados para um CEP promocional. A expectativa da Abap é distribuir 30 milhões de cupons. O Instituto Datafolha vai auditar e tabular os resultados.

Lançada em agosto, a primeira fase da campanha foi produzida pela agência Talent que utilizou a linguagem bem-humorada nas peças da televisão para mostrar o quanto as marcas podem ficar esquecidas quando cessam os investimentos em publicidade. Nos jornais e revistas os argumentos foram mais contundentes e alertaram para o risco de ‘mortalidade’ das marcas.

As ações são uma estratégia para combater a queda nos investimentos publicitários este ano, que diminuíram significativamente devido à crise da Argentina, ao racionamento de energia e à desaceleração da economia americana. “Se no primeiro primeiro semestre esperávamos algum crescimento, agora ficaremos muito felizes em repetir o faturamento do ano passado.” (Sofia Graciano)

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Jornal do Commercio
Recife - 05.11.2001
Segunda-feira