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Festival traz 11 peças até domingo

No fim de semana de encerramento, o festival de teatro reserva para o público nada menos que 11 espetáculos. Só no sábado, sete atrações disputam a atenção da platéia, que vai ter mesmo que optar por algumas produções. Assistir a todas é impossível, pois muitas delas são apresentadas no mesmo horário. Um problema que merece ser revisto na próxima edição do festival.

Hoje, o dia reserva as últimas oportunidades para assistir a quatro montagens: A História do Zoológico, no Hermilo; Deus Sabia de Tudo e Não Fez Nada, no Parque; Bebê Bum, no Teatro Capiba, e MBoitatá, na Praça da Babilônia, no Ibura.

A primeira é uma produção pernambucana, do grupo Escambo, com direção de Yara de Novaes. Um encontro entre dois desconhecidos, num banco de praça, é o caminho para uma longa narração sobre os dramas do mundo moderno. O homem é visto em sua pior parte, cada vez mais ensimesmado e terreno. Os personagens dialogam em uma arena de poeira, numa referência direta aos recentes atentados aos EUA.

Se a proposta é algo mais leve, a comédia Deus Sabia de Tudo e Não Fez Nada pode ser uma boa opção. São seis esquetes centradas num mesmo tema: a homofobia. Atores e público dividem o palco.

Uma boa dica para os pais que ainda não decidiram para onde levar os filhos no feriado é a peça Bebê Bum, sobre uma família de palhaços. O caçula Bum tem uma crise de ciúmes ao descobrir que a mãe espera um bebê. A montagem é do mesmo grupo que encenou Encontros Depois da Chuva (RS).

Outra produção do Rio Grande do Sul é MBoitatá, que enfoca a lenda da temida cobra de fogo a partir de cantigas e causos contados pelos atores. A peça foi encenada no fim de semana passado, no Pátio do Carmo, e hoje chega à comunidade do Ibura. O horário da apresentação é 17h, com um restinho e sol do horário de verão.

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Jornal do Commercio
Recife - 15.11.2001
Quinta-feira