LG_jc.gif (3670 bytes)

SAÚDE
RUBÉOLA

Considerada relativamente benigna, a doença pode se tornar grave quando aparece no período da gravidez, principalmente no primeiro trimestre. O feto pode ter problemas de má-formação de órgãos, entre outras seqüelas

por LUCIANA TEIXEIRA

A rubéola é uma doença viral, considerada relativamente benigna por causa dos seus sintomas: manchas avermelhadas começam a aparecer no rosto, no couro cabeludo e no pescoço, espalhando-se pelo tronco e membros. Febre baixa e ínguas na região posterior do pescoço e do ouvido também costumam surgir durante o período da infecção.

Entretanto, quando essa doença aparece no período da gravidez, principalmente no primeiro trimestre, pode trazer graves conseqüências para o feto. Os bebês que possuem rubéola congênita podem ter peso baixo, lesões nos olhos e nos ossos, má-formações dos órgãos, surdez e problemas mentais.

Segundo a chefe do serviço de doenças infecciosas do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco, Drª Heloísa Ramos, quando a mulher grávida é contaminada pelo vírus da rubéola, aconselha-se fazer um aborto terapêutico. “Conversamos com a família sobre as graves conseqüências que a criança poderá sofrer. Se houver um consentimento de todos é que encaminhamos a mãe para a cirurgia”, explica.

Não existe um tratamento para rubéola, apenas pode ser aliviada as dores através de medicações. Uma forma de evitar a doença é fazendo a vacinação adequada de prevenção. No calendário básico das vacinações, a vacina tríplice viral (MMR, do inglês sarampo, caxumba e rubéola) é recomendada aos 15 meses de idade. Mas nem sempre os postos oferecem as três vacinas. Geralmente, apenas a contra o sarampo é dada nas crianças.

“A falta de conhecimento sobre o objetivo da vacina contra rubéola é a principal causa para as mulheres não se prevenirem. Se elas soubessem o que pode ser evitado, procurariam fazer a vacinação”, declara Heloísa. Os efeitos colaterais causados pela dosagem são mínimos e a aplicação é praticamente indolor.

Crianças e adultos com rubéola devem ser afastados de suas atividades habituais durante o ciclo da doença. A transmissão do vírus pode ser feita de cinco a sete dias antes das manchas vermelhas aparecerem na pele ou até cinco a sete dias após. O contato com a secreção nasal ou bucal de pessoas infectadas é a principal via de contaminação.

___________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 18.11.2001
Domingo