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ENTREVISTA
“Não fui escolhido por ser brasileiro”

Aos 18 anos, ele tem mais tempo de computador que muito profissional: sete anos. Se o jeito de falar é de adolescente, a responsabilidade é de gente bem grande. Marcelo Tosatti desdenha da importância de estar a cargo do kernel 2.4, mas aposta no crescimento do software livre. Leia a seguir alguns trechos da entrevista.

JORNAL DO COMMERCIO – Como foi seu primeiro contato com o Linux?

MARCELO TOSATTIFoi ainda na época do DOS. Ouvi falar no sistema e, por curiosidade, decidi baixar e instalar no computador, que meu irmão acabara de comprar.

JC – A indicação do seu nome para o cargo pode ser interpretada como um reconhecimento ao trabalho da comunidade brasileira?

MTNão fui escolhido por ser brasileiro. Poderia ser chinês ou qualquer outra coisa. Na verdade, a comunidade brasileira não é expressiva.

JC – Com um brasileiro à frente do desenvolvimento do kernel, o sistema ficará mais popular no País?

MTNa verdade, o sistema já é muito importante no Brasil. É preciso fazer com que os softwares livres continuem crescendo.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.11.2001
Quarta-feira