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JC Negócios
Fernando Castilho

Gasolina importada

Pode ser que na terça-feira, dia 1º de janeiro de 2002, ainda não seja possível. Mas o consumidor nordestino já pode se preparar para encher o tanque de seu carro com gasolina importada e, se não chover, até com um preço menor que os hoje cobrados pelos postos de combustíveis. Naquela dia o mercado estará liberado e qualquer distribuidora poderá comprar combustível no mercado externo para revendê-lo aqui.

Claro que ainda falta uma série de providências burocráticas como a legislação que vai regular o ICMS, o sistema de cobrança do PIS-Cofins e, finalmente, a remuneração da chamada Parcela de Preço Específico (PPE). Mas o pessoal do setor não vai esperar que o Governo defina tudo isso para começar a comprar gasolina onde ela estiver disponível. E já acertou com diversas tradings, de forma que é quase certo que em janeiro aporte por Suape o primeiro navio com gasolina fabricada fora das refinarias da Petrobras. Apalavrado, com pré-contrato de câmbio fechado e até uma solução jurídica para depositar os tributos em Juízo.

E para quem duvida, é bom saber que margem tem. Com o preço do barril petróleo descendo a ladeira e a cotação do dólar quase estabilizada, as distribuidoras já estão com as contas fechadas. E se continuar assim quem sabe o preço pode até baixar. Será que vai ser bom?

Importação, pelo menos, impedirá aumento

Embora o Confaz só se reúne em dezembro para definir a forma de cobrança do ICMS e a Receita Federal não tenha definido, também, a cobrança de referência das taxas de PIS-Cofins (que precisariam de 90 dias para começar a ser cobradas), as distribuidoras apostam que a liberação do mercado pode reduzir em pelo menos US$ 0,05 comparado com o preço hoje cobrado pela Petrobras, depois de pagos todos os impostos. Isso quer dizer que, na pior das hipóteses, o preço interno não sobe.

O mico da geração

Os empresários do setor sucroalcooleiro estão decepcionados com o negócio de produção de energia elétrica a partir do bagaço de cana-de-açúcar. Quem investiu na ampliação da capacidade de produção gastou dinheiro e até agora não viu retorno nenhum. Em tese, o MAE paga até bem. Agora, difícil é receber do Governo.

Chesf pagou menos

A decepção ficou ainda maior depois que a GCE autorizou a Chesf a comprar 96 MW e anunciou que ia pagar à vista (na verdade com 30 dias) embora tenha tenha pago apenas R$ 200 pelo megawatt à Copene, quando no MAE, ele chegou a R$ 480. Além disso, a médio prazo, as chuvas deverão reduzir ainda mais os preços da produção das usinas.

Governo tem planos maiores para o Porto

Não se restringe ao Terminal de Passageiros, os planos do Governo do Estado para o Porto do Recife. Como o Porto Digital vai usar vários galpões e outros prédios no bairro, a estação pode fazer parte de um conjunto cultural maior.

Sonho do Guggenheim é muito caro

Sejamos sensatos. Uma filial do Museu Guggenheim por R$ 100 milhões é muito caro. Certo, o museu dá um diferencial a qualquer cidade, mas ninguém deve ter ilusões, temos outras necessidades. Especialmente no setor cultural.

Concurso interno

A Secretaria de Planejamento abriu inscrições para servidores públicos prestarem serviço nas unidades da Agência do Trabalho no Recife e Região Metropolitana, Caruaru, Garanhuns, Petrolina e Salgueiro. Serão100 vagas, 34 em Petrolina, 18 em Caruaru, 6 em Garanhuns e 6 em Salgueiro. As inscrições até sexta-feira, pela Internet, no endereço www.fisepe.pe.gov.br/seplandes

Compesa e futuro

Se a Embasa, que é considerada a melhor empresa do setor no Nordeste, não será vendida nem agora nem no próximo governo. A Compesa que ainda não tem nem modelagem deve se preparar para muitos anos como estatal. Ou seja, cuidar de seus projetos. Do sistema adutor de Pirapama ao megaprojeto de saneamento de Boa Viagem. Porque tempo tem.

O Metrô do Recife será sede, amanhã e depois, do seminário nacional Cenários da crise de energia para 2002 e 2003. Vai debater a crise de energia, a queda de consumo, perda de faturamento das empresas distribuidoras e o aumento no preço da energia elétrica.

Começa domingo, no Centro de Convenções a 9ª Convenção Nacional das Empresas de Serviços Contábeis, promovida pela Fenacon (Federação das Empresas de Serviços Contábeis, de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas). Vem a ser o maior encontro nacional da área contábil.

O Iteci está apresentando a representantes da empresa francesa TTC, Training Techonology Consultants, sua fábrica de softwares, e avalia os softwares desenvolvidos para a OIT, Organização Mundial de Meteorologia e o Programa Internacional de Erradicação do Trabalho Infantil.

O presidente do Tecon Suape, Fernando Mota, conversa com a imprensa pernambuca na próxima semana, quando fará a apresentação da empresa e sua linha de ação. O Tecon Suape começa a operar no dia 16 de dezembro.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.11.2001
Quarta-feira