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CRISE DA PM II
Oficiais entregam dossiê a Romário

Cinco dos oito coronéis que apresentaram um dossiê contendo denúncias contra o comandante-geral da Polícia Militar de Pernambuco, Iran Pereira, compareceram ontem, fardados, à sessão da Assembléia Legislativa. Antes de iniciar a votação do projeto que altera as regras de promoção no alto escalão da Polícia Militar, o grupo entregou uma cópia do dossiê com as acusações ao presidente da Casa, deputado Romário Dias (PFL).

O coronel Adilson José da Silva disse ao presidente da Assembléia que a presença do grupo não tinha por objetivo afrontar o Poder Legislativo. “Viemos porque ouvimos suas declarações à imprensa, nas quais o senhor disse que deveríamos não apenas ser exonerados, como punidos. Mas acreditamos que essa declaração só foi feita porque o senhor não tomou conhecimento do dossiê”, ironizou o coronel.

Romário Dias tentou minimizar e disse que não conhecia o teor do documento. “Foi um mal-entendido. Apenas lamentei os acontecimentos na Polícia Militar.” Os coronéis deixaram o plenário em seguida e foram ao encontro dos deputados de oposição para discutir sugestões de emendas ao projeto.

A estratégia da oposição, agora, é apresentar emendas, obrigando o projeto a retornar às comissões para nova apreciação e, assim, adiar a votação do texto final. Uma das propostas que será apresentada, hoje, durante a segunda votação do projeto, tem o mesmo teor da emenda apresentada pelo deputado Gilberto Marques Paulo (PSDB).

A oposição irá sugerir que o projeto – caso seja aprovado – tenha validade apenas para os futuros coronéis. “A emenda tem por base o preceito jurídico do direito adquirido. Com isso, os coronéis na ativa continuariam exercendo suas funções até completarem sete anos na função”, explicou o coronel Lucinaldo Pimentel.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.11.2001
Quarta-feira