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CRISE DA PM IV
Governistas usam como arma projetos anteriores

A base governista levou para o plenário da Assembléia Legislativa, como argumento contra a oposição, atas de sessões da Casa e cópias de projetos publicados no Diário Oficial, nos governos Joaquim Francisco (1991/1994) e Miguel Arraes (1995/1998), quando foram aprovadas mudanças em normas e regras de carreira na Polícia Militar de Pernambuco.

O objetivo era liquidar os discursos e os pretextos mais radicais dos oposicionistas contra o projeto do governador Jarbas Vasconcelos que modifica a sistemática de promoções e dominui o tempo dos coronéis no posto. O alvo principal acabou sendo o deputado socialista Carlos Lapa (PSB), o mais contundente opositor do Governo. Em todas as atas das sessões que aprovaram os projetos dos governos anteriores está o nome do parlamentar, que, segundo os governistas, teria votado a favor.

Carlos Lapa argumentou que os projetos eram diferentes do atual e que, em algumas questões, havia modificado a sua posição. Revidou, porém, acusando o atual Governo e a Secretaria da Defesa Social de facilitar a cessão de porte de arma para vigilantes da empresa Nordeste Segurança de Valores, em atividades de segurança privada, especialmente de diretores da própria empresa.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.11.2001
Quarta-feira