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GUERRA ELETRÔNICA
Jarbas silencia sobre acusação de Humberto

Programa do PPB coloca em choque potenciais adversários nas eleições 2002. Mas o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB), acusado de usar prepostos para atacar o PT, evita polemizar com Humberto Costa

Mesmo que não tenha sido este o objetivo, o programa veiculado segunda-feira à noite pelo PPB, em cadeia estadual de TV, terminou colocando em choque o governador Jarbas Vasconcelos (PMDB) e o secretário de Saúde da Prefeitura do Recife, Humberto Costa (PT). Os dois deverão se enfrentar nas eleições 2002. Jarbas disputando a reeleição pela aliança PMDB/PFL/PSDB/PPB e Humberto à frente da coligação que será encabeçada pelo PT.

A ofensiva partiu do petista. Diante das duras acusações que o PPB fez na TV ao Governo do prefeito do Recife, João Paulo, ao PT e ao próprio secretário de Saúde, Humberto Costa não teve dúvidas. Direcionou sua mira para o provável adversário na sucessão do próximo ano. “Jarbas não tem coragem para nos criticar abertamente e coloca prepostos para nos atacar”, disparou.

A estratégia foi clara: tentar reduzir o impacto das denúncias do PPB e lançar uma provocação ao inimigo maior, o governador. No programa, os pepebistas questionaram as viagens que o prefeito João Paulo realizou no início da administração ao Exterior – ”o jeito petista de viajar” –, as inúmeras dispensas de licitação na PCR e programas da Secretaria de Saúde. “PT: bom para reclamar, ruim para governar”, foi um dos motes lançados na TV.

Mas se Humberto reagiu atacando diretamente Jarbas, recebeu o silêncio como resposta. Procurado pelo JC, ontem, o governador preferiu não polemizar com o adversário. Embora a acusação de Humberto não tenha sido endereçada ao Governo Jarbas e nem ao PMDB, mas sim ao político Jarbas Vasconcelos, a assessoria de Imprensa do Palácio informou que quem falaria sobre o assunto era o secretário de Governo, Dorany Sampaio, também presidente regional do PMDB. Dorany sempre é escalado pelo Palácio para rebater críticas ao Governo (caso da BR-232, por exemplo).

Em Brasília, porém, o deputado federal Pedro Corrêa (PPB) reforçou os ataques ao PT. Corrêa não deixou sem resposta outra declaração de Humberto, a de que o PPB é um “caso de polícia”, referência às denúncias envolvendo o ex-governador de São Paulo e líder nacional da legenda, Paulo Maluf.

“Quem tem o que explicar à polícia é o PT, pois o governador do Rio Grande do Sul, Olívio Dutra, de codinome ‘truta’, é quem está envolvido com a máfia do jogo de bicho. Nosso partido não está inventando nada. Apenas nos referimos ao que tem saído na imprensa: o caso do Olívio, que está sendo indiciado num processo de impeachment, e o caso da CPI do Lixo, em São Paulo”, contra-atacou.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.11.2001
Quarta-feira