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FRANÇA II
As melhores ostras do mundo. E o melhor conhaque também

O maior produto turístico de Charente-Maritime (além das praias e ilhas, é claro) é a sua faustosa gastronomia baseada nos frutos do mar. Peixes, mexilhões, mariscos e principalmente as ostras do departamento (outro nome que os franceses costumam dar as regiões) são famosos em toda a Europa. Essa qualidade vem de cerca de duas mil fazendas marítimas, onde é criada parte dessa produção. Até mesmo pela Internet (www.actufax.com/Favier) são comercializadas as ostras de Charente-Maritime. A ostricultura começou a ser desenvolvida em 1850, após o declínio da produção de sal.

Essa cultura econômica e gastronômica é responsável também pelo próprio desenho da paisagem desse trecho da Costa Francesa. Vistos do alto, os centros de produção de ostras de Marennes, na Ila d’Oléron, com suas faixas de terra entremeadas por água, são comparadas a um trabalho do pintor, escritor e ensaísta francês Jean Dubuffet, considerado um dos pais da ‘Arte Bruta’.

As técnicas utilizadas nos criadouros são diversas: Aiguillon concentra os boucholeurs, que mantêm viveiros de mexilhões que crescem em cachos, enquanto os trabalhadores das ilhas de Oléron e Ré preferem utilizar técnicas medievais na sua ‘colheita’.

AGUARDENTE DE VINHO –A pequena Cognac, onde se fabrica o autêntico conhaque (resultado da destilação de vinhos brancos de cepas selecionadas como Folle Blanche, Colombard e Ugni Blanc) também está no roteiro. Uma das técnicas de destilação é, inclusive, conhecida como método charentês. Nela, os vinhos produzidos com as cepas citadas são destilados num alambique de repasse, através de duas destilações sucessivas.

É nessa segunda etapa que a bebida é envelhecida, permanecendo em tonéis de carvalho por um período mínimo de dois anos e meio e o máximo de 40 anos. O bouquet e a cor do conhaque também são obtidos durante esse processo. As uvas Ugni Blanc são colhidas em seis regiões distintas: Grande e Petit Champagne, Borderies, Fins Bois, Bons Bois e Bois. (F.M.)


Jornal do Commercio
Recife - 15.11.2001
Quinta-feira