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JUSTIÇA
Líder dos magistrados diz que Lalau não é paradigma

BRASÍLIA – O presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Antônio Carlos Viana Santos, afirmou ontem que o ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo Nicolau dos Santos Neto não pode ser considerado paradigma para os juízes brasileiros.

“Ele não é juiz de carreira; querem torná-lo modelo da magistratura nacional e isso é inadmissível”, protestou Santos, ao ser questionado sobre os efeitos na imagem do Judiciário decorrentes do desvio de verba da obra do Fórum Trabalhista de São Paulo.

O presidente da AMB também disse que a trajetória profissional de Nicolau sempre se deu pela porta dos fundos. Santos lembrou que Nicolau chegou à presidência do TRT sem nunca ter feito um concurso público.

Conforme a AMB, Nicolau foi nomeado para o tribunal pelo ex-presidente João Baptista Figueiredo para ocupar uma vaga destinada ao chamado quinto constitucional.

SUPERVISÃO – O Banco do Brasil foi escolhido pelo Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo para supervisionar a retomada das obras do Fórum Trabalhista, suspensas há mais de dois anos. As obras do fórum foram superfaturadas no passado. Os desvios de recursos ainda estão sendo apurados pela justiça, que busca ressarcir os cofres públicos do dinheiro extraído ilegalmente.

Depois de permanecer meses foragido, o juiz Nicolau dos Santos Neto, apontado como um dos beneficiários da fraude, encontra-se preso em São Paulo. O TRT paulista informou ao Tribunal Superior do Trabalho (TST) que o Banco do Brasil foi escolhido para firmar o convênio porque é o que melhor atende as necessidades imediatas do tribunal.

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Jornal do Commercio
Recife - 22.08.2001
Quarta-feira

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