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SEGURANÇA
BB muda sistema para evitar novos saques fantasmas

Superintendente do Banco do Brasil em Pernambuco informou ontem ao Ministério Público Estadual as modificações feitas pela instituição

O Banco do Brasil modificou o sistema de segurança dos terminais de auto-atendimento, ampliou a vigilância e intensificou a varredura nos 420 pontos de caixas eletrônicos para evitar novos saques fantasmas nas contas dos quase um milhão de clientes em Pernambuco. A garantia foi dada pelo superintendente da instituição no Estado, Paulo Roberto de Oliveira, durante audiência na Promotoria de Defesa dos Direitos do Consumidor do Ministério Público Estadual, ontem à tarde.

O superintendente do Banco do Brasil reconheceu que houve falhas no antigo sistema, que permitiram a clonagem dos cartões eletrônicos, e, por isso, há uma semana o novo modelo de segurança foi implantado. “Estamos adotando o sistema de identificação, no qual o cliente tem que prestar informações sigilosas quando fizer saques acima de R$ 200”, explica.

Paulo Roberto de Oliveira disse que há uma semana não são registrados saques indevidos. Mesmo assim, o promotor de Justiça de Defesa do Consumidor, Solon Ivo da Silva Filho, quer saber como funciona o sistema de segurança do banco. “O próximo passo é notificar as pessoas responsáveis pela área de segurança, investigar as falhas e verificar se as novas medidas foram realmente implementadas”, afirma.

De acordo com o superintendente do Banco do Brasil, a instituição nunca terceirizou seu sistema de segurança. Ele não quis informar qual o valor do montante dos saques fantasmas nem quantos clientes foram lesados. Também preferiu não revelar o estágio das investigações e se houve participação de funcionários na fraude. “Esse tipo de crime nunca tinha ocorrido no Banco do Brasil. Mas, agora, os clientes podem se tranqüilizar, porque, além de ampliar a segurança eletrônica, colocamos dispositivos mecânicos nos terminais de auto-atendimento”, afirmou.

RESSARCIMENTO – O Ministério Público também analisará a legalidade do termo de compromisso que os clientes estão assinando no ato do ressarcimento do dinheiro sacado indevidamente. Entre os itens, o que mais chama atenção da Promotoria de Defesa do Consumidor é que os clientes abrem mão de, posteriormente, reivindicar na Justiça os valores sacados. Além disso, o montante tem sido depositado nas contas a título de adiantamento, dando ao banco o prazo de noventa dias para apurar a fraude. Apenas depois da confirmação, o dinheiro passará a ser formalmente do cliente.

“Solicitamos uma cópia do termo de compromisso exatamente para analisar as cláusulas e, se forem abusivas, propormos um ajuste. Caso o banco não modifique, ingressaremos com uma medida judicial contra o Banco do Brasil”, informou Solon Ivo da Silva Filho.

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Jornal do Commercio
Recife - 22.08.2001
Quarta-feira