Sete pessoas ficaram feridas na colisão entre um ônibus Geladinho da Empresa Transcol e um trólebus da Cidade do Recife Transportes (CRT). O acidente aconteceu por volta das 14h15, no cruzamento da Rua do Hospício com a Avenida Conde da Boa Vista, no centro do Recife. A batida provocou um grande engarrafamento nas duas vias, chegando até as imediações da Avenida Agamenon Magalhães.
Os feridos foram levados por policiais militares e pessoas que passavam pela área para o Hospital da Restauração (HR). A vítima mais grave, Maria José da Silva, 49 anos, sofreu traumatismo na coluna, mas não corre risco de morrer. Ela permanece em observação na Unidade de Trauma do HR. Os outros feridos foram os irmãos gêmeos Leonardo Dourado e Antônio Sílvio Dourado Júnior, de 14 anos, o estudante Ronaldo de Vasconcelos, 14, a professora Tereza Matilde Alves, 44, Maria Lúcia de Lima, 45, e o cobrador do Geladinho, Moisés Lopes Cordeiro, 53. Eles tiveram apenas escoriações e receberam alta ainda ontem.
Pelo menos nove pessoas estavam no Geladinho no momento da colisão. De acordo com testemunhas, o ônibus, que fazia a linha Alto Santa Isabel, trafegava no sentido cidade–subúrbio, na Avenida Conde da Boa Vista, quando bateu no ônibus elétrico, da linha PE-15 Parador, que vinha da Rua do Hospício.
Após a colisão, o Geladinho ainda se chocou contra um gelo baiano e tombou de lado. “Se o ônibus tivesse um pouco mais rápido, teríamos morrido”, disse o motorista Nerivaldo Mendonça da Silva, um dos passageiros do microônibus.
“Parte do pára-brisa do Geladinho ficou espatifada. Quebrei o resto do vidro com o cotovelo e consegui tirar uma senhora de dentro”, contou o fiscal da Prefeitura do Recife Altenário Soares, uma das primeiras pessoas a socorrer as vítimas. Segundo o cobrador do trólebus, José Lino Alves, o ônibus elétrico não estava em alta velocidade. “O freio falhou e o motorista terminou ultrapassando o sinal fechado”, afirmou.