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TRANSPORTE III
Usuários do Recife serão os mais atingidos pelo aumento de dez centavos no Anel A

Nas últimas semanas, a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) irritou a equipe técnica da EMTU ao fazer análises paralelas das planilhas de custo do sistema e, além de detectar deficiências, afirmar que não haveria necessidade de um reajuste tarifário superior a 5%. Passada a reunião do CMTU, entretanto, o que se verificou é que os recifenses foram os mais prejudicados com o aumento de R$ 0,10 das passagens. Isso porque 70% dos usuários do transporte público utilizam o Anel A, cujas linhas operam, em quase sua totalidade, no Recife.

Para se ter uma idéia, das 360 linhas do sistema, 227 têm tarifa A. A PCR reconhece que não conseguiu um tratamento especial para os recifenses que andam de ônibus, até pelo peso que a cidade tem no sistema. Mas argumenta que, graças à sua interferência, evitou que o aumento chegasse a 13%, como seria proposto pela EMTU. “Não foi o ideal, sabemos disso, mas tinha que ser uma decisão metropolitana. Havia um impasse e, se o prefeito João Paulo não tivesse buscado uma decisão política, junto ao governador Jarbas Vasconcelos, o aumento das passagens poderia ter sido maior e a redução das tarifas das 18 linhas menor”, afirma o secretário de Serviços Públicos do Recife, José Ailton de Lima.

De acordo com ele, a PCR não abre mão de exigir um maior poder de voto do Recife no CMTU e vai se mobilizar para conseguir essa autonomia a partir da próxima reunião, prevista para daqui a 30 dias.

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Jornal do Commercio
Recife - 22.08.2001
Quarta-feira