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POLUIÇÃO II Conselho libera verba para reflorestamento e pesquisa
A reunião de ontem do Conselho Estadual de Meio Ambiente (Consema) também aprovou a liberação de recursos para dois projetos: um de reflorestamento da mata ciliar do Rio Paratibe e outro para estudar a liberação de chumbo por tigelas utilitárias fabricadas no Alto do Moura, em Caruaru.
O primeiro projeto prevê a recomposição de 13 hectares de matas ciliares (aquelas que ficam nas margens do rio) no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. O projeto é da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) em parceria com a Petroflex, indústria de borracha proprietária da área.
A idéia é plantar 1.500 mudas de árvores nativas da mata ciliar, entre árvores, arbustos e ervas, por hectare. “Pretendemos recompor o ecossistema, e não apenas reflorestar a área com espécies de Mata Atlântica”, explica coordenadora do projeto, a bióloga Elcida de Lima Araújo. O projeto, orçado em R$ 85 mil, tem previsão para ser concluído em dois anos. Na primeiro etapa será feito um inventário das espécies existentes no local. “Depois vamos consultar a literatura para ver quais as plantas que normalmente deveriam estar lá”, diz Elcida. Por fim, serão coletadas sementes e estacas em outras áreas de mata ciliar para produzir as mudas.
Já o projeto para estudar a liberação de chumbo da cerâmica utilitária de Caruaru foi proposto pelo Instituto Tecnológico de Pernambuco (Itep). A pesquisa, que será coordenada pela química Fátima Brayner, dará continuidade a um trabalho iniciado em 1999 pelo órgão de pesquisa estadual, quando foi identificado nível de chumbo quatro mil vezes superior ao permitido. O recurso para os dois projetos são do Fundo Estadual do Meio Ambiente.
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