Distúrbio se caracteriza pela evacuação freqüente de fezes moles ou líquidas. Não é uma doença, mas o sintoma de uma doença e pode matar, caso não seja tratada
por MARCELO ROBALINHO
Da Editoria de Cidades
Tenha cuidado com a água e os alimentos que você consome. Se não forem manuseados devidamente, eles podem se tornar meios fáceis de se contrair germes que causam a diarréia. O distúrbio se caracteriza pela evacuação freqüente de fezes moles ou líquidas. Apesar de não ser uma doença, e sim um sintoma de uma, pode matar por desidratação, caso não seja tratada.
Em geral, a diarréia é causada por infecções da parede do intestino. Pode estar associada à contaminação por vírus, bactérias e protozoários. Microorganismos que costumam invadir o intestino, provocando irritação e inflamação, levando a defecação mais constante que o habitual. É como se o organismo nos ‘informasse’ de que alguma coisa não está bem e quisesse se livrar de toxinas e substâncias estranhas. Menos comuns, reações a medicamentos e alergias a determinadas comidas também podem ser outras causas.
As crianças são os que mais sofrem com a diarréia, por estarem mais expostas ao contágio e não terem ainda a consciência, por exemplo, sobre a procedência duvidosa dos alimentos ou ao estado de conservação deles. “As diarréias são mais perigosas durante a infância e a velhice devido as complicações causadas pela desnutrição e pela desidratação, que algumas vezes podem ser fatais”, revela a vice-coordenadora do Departamento de Medicina Clínica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Luzidalva Barbosa de Medeiros.
A desidratação é provocada pela perda excessiva de líquidos e eletrólitos (sais minerais), especialmente sódio e potássio. “Como nas diarréias a passagem dos alimentos através dos intestinos ocorre de maneira acelerada, a absorção dos nutrientes e da água ficam bastante comprometidos ou até mesmo o impedidos”, explica Luzidalva.
Mas em quê circunstâncias a diarréia pode ser um problema mais sério de saúde? “Se ela vier acompanhada de outros sintomas, tais como vômitos, mal-estar, calafrios, dores de barriga e febre”, responde Luzidalva Barbosa. Nesse caso, o ideal é procurar um médico para que ele possa fazer o dignóstico e receitar o tratamento mais adequado.
Na maioria das vezes, sobretudo nos quadros agudos da diarréia, a conduta mais indicada se baseia na reposição de líquidos, com ingestão de água, sucos e água de coco, por exemplo, mas em quantidades pequenas, para facilitar a digestão. Recomenda-se também uma dieta leve, evitando frituras, carnes gordas e embutidos, para facilitar a digestão.
Para as crianças, o soro caseiro é indicado para reidratar e repor mais rapidamente os sais minerais. Se for recém-nascido, a amamentação tem de ser mantida. “Em hipótese alguma, as pessoas devem se automedicar. O uso de remédios sem orientação médica pode piorar o quadro”, alerta a médica Luzidalva Barbosa.