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GAME
Myst III continua firme no estilo e na técnica

Versão Exile do famoso jogo de estratégia investe continua com cenários belíssimos e sons poderosos, mas usuários podem ficar um pouco frustrados porque jogabilidade e desafio têm baixo nível de dificuldade

por MÁRCIO PADRÃO
mpadrao@jc.com.br

Ao se deparar com as paisagens fotorrealistas, típicas de cartões-postais de Myst III – Exile, o jogador que teve a chance de jogar as versões anteriores, Myst e Riven, percebe que pouca coisa mudou. Se isso é bom ou ruim, depende do referencial. Afinal, muitos gamers são conservadores quanto às suas séries favoritas, enquanto outros estão sempre ávidos por novidades.

Olhando pelo ângulo do primeiro grupo, Myst III (produzido pela Presto Studios e distribuído pela Brasoft) é um ótimo game. O jogador vai explorar cinco fases (as chamadas ‘eras’), que surgem a partir dos livros mágicos criados por Atrus para reconstruir a civilização D’ni. Mas um misterioso vilão, cujo mundo natal foi destruído por Sirrus e Achenar (filhos de Atrus e de Catherine) está prestes a cometer sua vingança. Cabe ao jogador decifrar enigmas para encontrar o inimigo e salvar as eras da destruição. Enfim, tudo como pede o figurino dos games de estratégia e quebra-cabeça.

Por outro lado, a maior força de Myst III – o fato de continuar firme em seu estilo e investir no apuro técnico – pode ser considerada sua maior fraqueza pelo segundo grupo mais exigente. O formato do jogo é extremamente simplista. Tudo é conduzido pelo mouse: caminhar, abrir portas, usar objetos, etc. Algumas ações e charadas são óbvias, outras são mais complexas, mas, no geral, ninguém precisa recorrer muito ao manual para aprender e entender o jogo – especialmente quem jogou as versões anteriores. Isso é um pouco frustrante para os que queriam mais inovações.

Os gráficos são compostos por cenários belíssimos, mas o uso da tecnologia de 360 graus, muito empregada na Internet, fica meio estranha em jogos como este. Os sons são poderosos, incluindo as vozes digitalizadas, e os citados jogabilidade e desafio ficaram devendo mudanças aos fãs. É bom lembrar, porém, que um Myst mediano vale mais que muito jogo por aí.

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Serviço

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Jornal do Commercio
Recife - 22.08.2001
Quarta-feira