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TELEFONIA
Acesso à Rede pode ficar mais barato

Anatel estuda formas de diminuir custo da ligação para acesso à Internet em outros horários que não apenas madrugadas, fins de semana e feriados

Os internautas notívagos, que escolhem a madrugada para navegar para diminuir o impacto na conta telefônica, podem começar a fazer figa. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) está estudando novos modelos de acesso de dados e ligações telefônicas, que deverão ser colocados em Consulta Pública em breve. Trocando em miúdos, isso poderá significar o barateamento do acesso à Internet em outros horários, afora os estipulados pela Anatel como de impulso único: dias úteis, das 0h às 6h, e sábado às 14h até às 6h da segunda-feira.

De acordo com o conselheiro da Agência, Luiz Tito Cerasoli, os sistemas de tarifa telefônica estão mudando seriamente o hábito de navegar na Rede. Devido à cobrança por impulso, que dura quatro minutos, as pessoas não podem ficar muito tempo na Internet durante o dia sem pagar altas taxas.

Daí, muitos preferem acessar nos horários noturnos e fins de semana, nos quais são cobrados apenas um impulso por ligação, independentemente do tempo de utilização. “O Conselho, preocupado com isso, está tentando estabelecer uma nova forma de acesso às redes de dados, na qual se enquadraria a Internet”, disse Cerasoli em nota oficial.

Os dois modelos apresentados sugerem a união das tarifas de voz e dados. No primeiro formato, as prestadoras do serviço de telecomunicações cobrariam uma tarifa única e o usuário acessaria a Rede quanto tempo quisesse, além do serviço de telefonia comum. Com o outro modelo, os provedores de Internet contratariam a capacidade de transmissão das telefônicas e cobrariam pela telefonia e Internet em uma mesma conta.

A Agência fornecerá mais informações sobre os modelos após a conclusão dos estudos e da aprovação pelo Conselho Diretor. Enquanto isso, os dois projetos estarão disponíveis para Consulta Pública por um mês para que se decida por um deles. A proposta do novo serviço ficará em estudo por mais 30 dias até que seja regulamentado e espera-se concluir todo o processo até dezembro deste ano.

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Jornal do Commercio
Recife - 22.08.2001
Quarta-feira