BRASÍLIA – O candidato a presidente nacional do PMDB Michel Temer respondeu ontem à proposta de união do PDT do ex-governador do Rio Leonel Brizola ao governador de Minas Gerais, Itamar Franco (PMDB), e ao ex-ministro da Fazenda Ciro Gomes, na corrida presidencial de 2002, com um convite para que o presidente nacional pedetista e o ex-governador do Ceará ingressem no PMDB. “Se é para unir, podem vir todos para o PMDB, que eu abonarei a ficha na hora e com muito gosto”, disse.
Numa crítica direta às constantes ameaças de Itamar de sair do partido, Temer insistiu ontem que o PMDB “não é um partido de passagem, e sim um partido de permanência”.
Itamar deixou a legenda quatro vezes e, agora, afirma estar disposto a mudar mais uma vez de endereço partidário, caso o candidato Maguito Vilela perca para Temer a briga pelo comando da sigla na convenção de setembro.
“É preciso acabar com esta história de que o presidente da República intervém no PMDB”, propõe o candidato, para avisar em seguida: “Não vamos tolerar a intervenção do presidente Fernando Henrique Cardoso nem a de líderes de outros partidos, como Brizola e Ciro”. Temer insiste na permanência de Itamar e no compromisso de que, seja quem for o próximo presidente nacional da agremiação, o governador de Minas Gerais terá a oportunidade de disputar as prévias eleitorais.
O deputado afirmou que a candidatura própria na corrida presidencial será aprovada na convenção do dia 9 “pelo simples fato de que ninguém discorda dela”.