LG_jc.gif (3670 bytes)

CONGRESSO
Situação de Jáder se complica

BRASÍLIA – A subcomissão encarregada de investigar o presidente licenciado do Senado, Jáder Barbalho (PMDB-PA), concluiu que já tem como apontar contradições em declarações divulgadas pelo senador paraense. A tática é ouvir Jáder o mais rapidamente possível, confrontar as declarações que ele tem dado com os documentos que o próprio parlamentar já divulgou. O coordenador dos trabalhos da subcomissão, Romeu Tuma (PFL-SP), porém, acha que o fato de Jáder ter dito a toda a Nação que não deve nada a ninguém e que as acusações são todas falsas, poderia fundamentar o pedido de abertura de processo por quebra de decoro. “Em tese, já há indícios de quebra de decoro.”

Como o julgamento é político, estes processos geralmente nascem a partir da descoberta de mentiras por parte do senador investigado. E o que os senadores examinam é justamente se Jáder mentiu.

Segundo Tuma, o trabalho da subcomissão consistirá também no exame detalhado da nota técnica da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público, que detalhou a rota do dinheiro desviado do banco estadual. “Se nós encontrarmos fatos que indiquem que Jáder recebeu benefícios do Banpará, a subcomissão vai pedir ao Conselho que abra processo contra Jáder”, declarou Tuma. Jáder tem insistido que a 5ª Câmara não pode ter levantado novas acusações porque o processo do Banpará estaria prescrito.

CPI – A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara deve votar hoje o pedido de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a atuação de Jáder Barbalho, durante o período em que foi ministro da Previdência Social e da Reforma Agrária do Governo do ex-presidente José Sarney, hoje, senador pelo PMDB. O pedido de abertura da CPI está engavetado desde 1992 e entrou ontem na pauta da comissão, mas não pôde ser votado por causa das discussões em torno do Código de Ética da Câmara.

___________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 22.08.2001
Quarta-feira