Um dos setores mais privilegiados pela Internet foi o de turismo, que tem inúmeros sites que facilitam a vida do viajante
por FABIANA MORAES E BRUNO ALBERTIM
Não há internauta que não esfregue as mãos de contentamento quando se aventura a procurar assuntos relacionados a turismo em qualquer bom site de busca. Os números de páginas relacionadas ao assunto são imensos (e, por isso, é absolutamente necessário restringir ao máximo a sua busca nesse momento). Nessa babilônia virtual, fica difícil separar o joio do trigo, fato que complica principalmente a vida de quem está à procura de reservas de hotéis, locação de carros, compra de passagens aéreas ou qualquer outra ação ligada a dinheiro.
A pergunta é simples: o que define um bom site de turismo virtual? A resposta é igualmente frugal: bons serviços, um nome reconhecido na praça; e a garantia de que, caso alguma coisa não aconteça como o previsto, o turista (ou o pretendente a) não seja prejudicado.
Para isso, é necessário que o internauta dê preferência a sites conhecidos, que já estejam operando há um bom tempo em terreno virtual. A velha e boa tática da referência (contatar outras pessoas que já tenham utilizado o serviço da empresa) é outro artifício que deve ser utilizado, assim como a necessidade de informações sobre a sede real da empresa virtual, telefones de contato, etc.
Mas existem ainda outras searas, preciosíssimas, a serem exploradas na rede. Uma delas são os sites voltados para informações sobre os destinos que o viajante pretende ir. A Internet, nesse caso, tornou-se um dos mais poderosos guias que o viajante pode lançar mão: informações cada vez mais específicas sobre alguns destinos são encontradas em profusão, com dicas e sugestões que ajudam – e muito – na escolha de destinos, e o que o turista pode ou não fazer no local que deseja ir. Várias publicações turísticas tradicionais, como o excelente guia Fodors (www.fodors.com), dispõem de serviços virtuais completíssimos na Web. O site do guia possui desde informações sobre como alugar carros mais baratos até dicas para mulheres que viajam sozinhas. Além disso, o Fodors disponibiliza uma ótima lista de hotéis e restaurantes e possui um serviço de barganha (tal qual o Bargain – www.bargain.com.br) brazuca. Os amantes de parques temáticos também podem procurar o endereço para obter informações sobre esses locais. A única ressalva é que o Fodors virtual ainda não possui o destino América Latina em sua busca. De resto, Ásia, África, Estados Unidos e Europa podem ser acessados. Outro tradicional guia que rendeu ótimos resultados para a Web foi o Frommers (www.frommers.com). Nele, é possível planejar viagens alternativas (como incursões gastronômicas na Hungria ou noites no deserto do Saara), checar bons locais para lua-de-mel e conhecer quais os destinos mais baratos do mundo para passar suas férias. Com um relativo conhecimento da língua inglesa e um bom tempo disponível, o turista já pode planejar toda a sua viagem em frente ao micro.
COISA DE BILHÕES – Um dos problemas enfrentados no Brasil na questão do turismo virtual, assim como em toda a América Latina, é a dificuldade de acesso da população à Internet. Apesar de promissora, a região ainda precisa de muitos ajustes para atingir o patamar dos Estados Unidos, por exemplo. Os EUA já movimentam mais de US$ 6,5 bilhões só em locação de automóveis e reservas de passagens (dados da Jupiter Communications). Na América Latina, a cultura de comprar serviços turísticos virtualmente ainda engatinha. Os problemas apontados são a baixa renda da população total (que leva apenas a classe A e B a poder contar com serviços virtuais) e a permanência ainda efêmera das empresas na Web. Mas as apostas são muitas para o setor: estima-se que o Brasil vá deter 50% de todas as movimentações de turismo virtual na América Latina até 2005. Um ótimo número para que o viajante tupiniquim possa aproveitar ainda mais a sua viagem – que vai ser iniciada em frente ao computador.