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TENDÊNCIA
Espaço interno seduz consumidor de multiuso

O visual de um veículo multiuso, que mais parece uma bota, pode parecer estranho, mas o segmento já cativa um público fiel. Modelos são concebidos tanto para uso da família como para o transporte de carga

É quase impossível não franzir as sobrancelhas ao olhar para um Berlingo ou um Kangoo, no trânsito. O pensamento vem em seguida: “o que leva alguém a comprar um carro tão feinho?” A estética não é o forte dos veículos multiuso, feitos para ser carro-família e de transporte de carga. A lógica dos compradores está no que as pessoas, de fora, não conseguem ver: espaço para dar e vender. Tão generoso quanto os monovolumes.

Motoristas e passageiros andam confortavelmente no veículo com “cara de bota”, sem o constumeiro aperto de carros menores. E mais. Eles são bem equipados. O Kangoo, como todos os modelos Renault, traz de série airbag duplo, bloqueio de ignição, bancos dianteiros com funcionalidade de cama, vidros dianteiros elétricos, relógio digital e detalhes interessantes como o porta-objetos no teto da cabine. O modelo tem duas motorizações: 1.0 (59 cv) e 1.6 (90 cv), nas versões RL e RN.

O Berlingo tem um interior jovial e é ainda mais equipado do que o Kangoo. Oferece de série ar-condicionado, volante com regulagem de altura, travas elétricas das portas e porta-malas, vidro traseiro com desembaçador elétrico, além de possuir um porta-malas generoso: 665 litros, que se transformam em 2.800 litros com os bancos traseiros rebatidos. O Berlingo é vendido com motorização 1.8 de 90 cavalos de potência, o que favorece para uso de carga. Como opcional, um amplo teto solar elétrico e airbag duplo, que no Kangoo vem de série.

Em outubro, o restrito segmento dos multiuso ganhará mais um concorrente, o Doblò da Fiat, que está sendo produzido no Brasil. O veículo terá o maior compartimento de bagagem da categoria, com 750 litros. O estilo é o mesmo do Kangoo e do Berlingo, diferenciando na oferta de opcionais: telefone móvel GSM e seis bolsas infláveis.

Os modelos ainda tem outro ponto positivo: o preço. Trata-se de uma boa relação custo-benefício O versão RL 1.0 do Kangoo custa R$ 25.880 mil e o Berlingo, R$ 28.900.

PAIXÃO – O comerciante Fernando Seiroz não se importa com a opinião dos amigos a respeito de seu carro. “Estou no meu segundo Berlingo e não troco por outro modelo. Gosto até mais do que minha antiga Cherokee,” diz ele.

A jornalista Ana Lúcia Lins afirma que o Kangoo é um estilo de vida. “Acho um carro simpático, extremamente confortável e disposto. Ele me serve de várias formas. É um veículo de gente moderna, que não tem uma rotina pré-estabelecida,” opina Ana Lúcia.

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Jornal do Commercio
Recife - 19.08.2001
Domingo