O consumidor deve ficar atento à compra e instalação de peças de origem duvidosa. De acordo com o Sindicato Nacional de Fabricantes de Autopeças (Sindipeças), de cada 10 peças vendidas no País uma é pirata. O comércio ilegal de produtos para reparação automotiva causa um prejuízo de R$ 3,6 bilhões à indústria nacional.
O diretor do Sindipeças e presidente da Comissão de Combate à falsificação, Peter Enzenmulles, revela que a entidade já verificou casos de cintos de segurança produzidos com materiais inadequados, que romperam e cortaram pessoas em acidentes. Há também os catalisadores adulterados, no qual a cerâmica interna é trocada por palha de aço.
Enzenmulles explica que as peças certificadas são produzidas com base nos critérios exigidos pela indústria automotiva. Aquelas que estão diretamente ligadas à segurança do automóvel passam por testes rigorosos. Outros fatores influenciam na fabricação dos produtos como as condições de uso, tipo do automóvel, das estradas, clima, etc.
As peças falsas são mais baratas e produzidas por fabricantes desconhecidos, principalmente as importadas de países como a China. “Essas peças podem ser piores do que aquela que está sendo trocada”, diz o diretor do Sindipeças. Como os componentes de reparação mais substituídos num automóvel são os pneus, velas, pastilhas de freios, amortecedores, palhetas, estes são os mais visados pelos falsificadores.
O QUE FAZER – O consumidor não tem como atestar se a peça é ou não falsificada. Mas, para prevenir-se, deve procurar usar sempre peças originais ou de marcas conhecidas. “De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a oficina é responsável pela serviço e pela peça instalada. O consumidor pode, e deve, exigir que se mostre a peça e a embalagem, antes da substituição”, ressalta Enzenmulles.