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CLÁSSICOS II
Plastimodelismo alia prazer de colecionar ao de montar as peças

O plastimodelismo é um hobby no qual o colecionador monta as miniaturas de carros, aviões, navios e motos em plástico, pinta, instala os acessórios e dá o acabamento, como numa fabricação artesanal. A brincadeira para adultos surgiu no final da segunda guerra mundial com a produção de réplicas de aviões militares. Hoje, o plastimodelismo é uma febre no mundo todo, mas ainda é incipiente no Brasil.

“O desafio é fazer com que o modelo fique o mais fiel possível ao original”, revela o plastimodelista e gerente da Hobby & Art, Valter Sousa. O resultado é a perfeição de detalhes. A diferença entre uma réplica de automóvel de plástico e outra de metal só é percebida pelo peso.

Os kits pré-fabricados são importados e vendidos em lojas de brinquedos e nas especializadas. A finalização de uma peça, afirma Sousa, pode levar meses. “O grau de dificuldade está no número de peças”, explica Valter.

Para o plastimodelista, o mais importante é a precisão do trabalho. O segmento mais forte neste hobby é o de aviões. Mas há também preferência por modelos de carros antigos, veículos militares, naves espaciais, etc. Para construir as réplicas, o plastimodelista pesquisa cores e detalhes que fidelizem a história do veículo original.

CUSTO – Quanto custa entrar no hobby? Para os iniciantes é necessário apenas cola (R$ 4), kit de fácil montagem (o menor preço é R$ 5), tintas (R$ 5,50 por vidro) e um pincel. Já os veteranos utilizam aerógrafos (pistola para pintura em miniatura), que varia entre R$ 150 e R$ 390, compressor (de R$ 100 a R$ 300), além de colas, tintas e outras ferramentas. “O hobby é caro”, admite Valter Sousa. “Mas vale a pena fazer parte deste clube.”

No Recife, os adeptos do plastimodelismo criaram uma associação, integrada por 50 pessoas. Os membros participam de competições nacionais e já ganharam diversos prêmios com as miniaturas. Para quem deseja iniciar no segmento, a Hobby & Art oferece cursos. O preço é R$ 50.

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Jornal do Commercio
Recife - 19.08.2001
Domingo