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BOTÂNICA Plantas medicinais serão protegidas Um total de sete espécies da caatinga terá prioridade nas ações de conservação, devido à superexploração. No Brasil, a lista inclui mais 71 plantas de outros ecossistemas Sete espécies de plantas medicinais e aromáticas da caatinga foram indicadas como prioritárias para a conservação. A decisão, tomada em setembro durante reunião técnica em Brasília, levou em conta principalmente o nível de exploração. Para o Brasil, a relação tem 78 espécies prioritárias, de todos os ecossistemas. As sete espécies foram escolhidas entre 40, explica o biólogo da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) Ulysses Albuquerque, um dos participantes da reunião. O próximo passo será realizar estudos farmacológicos sobre as plantas e conhecer o grau de pressão antrópica (exercida pelo homem). Só depois de conhecermos bem essas espécies é que poderemos definir as ações de manejo e conservação, explica Ulysses. Os estudos serão realizados pelas universidades federais do Ceará (UFC), Paraíba (UFPB), Sergipe (UFSE), além do Ibama e da Embrapa, as duas instituições que coordenaram a reunião técnica. Em Pernambuco, o Grupo de Estudos Multidisciplinares em Plantas Medicinais da UFPE, do qual Ulysses faz parte, conduzirá os estudos sobre as sete espécies. O biólogo afirma que muitas plantas da caatinga são exploradas pela indústria farmacêutica sem que haja reposição florestal. O que ocorre é puro extrativismo, sem nenhum plano de manejo, denuncia. Outras ameaças são a destruição acelerada da vegetação natural, por meio da expansão agrícola, de queimadas e da exploração madeireira. O pesquisador destaca a biodiversidade brasileira com um dos fatores do potencial farmacológico das plantas nativas. Segundo ele, estimativas indicam a existências de aproximadamente 50 mil espécies de plantas. |
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