Uma comissão formada por representantes de empresas de mídia externa, lojistas e comerciantes acompanhará o trabalho de despoluição visual do Recife desencadeado pela prefeitura. Fazem parte do grupo a Central de Outdoor, Sindicato das Agências de Publicidade, Sindicato dos Publicitários, Sindicato das Empresas de Publicidade Externa, Associação Pernambucana de Designers, Câmara de Dirigentes Lojistas e Associação Comercial.
A limpeza começa, em caráter experimental, nas Avenidas Norte, 17 de Agosto, Rosa e Silva, Caxangá, Conselheiro Aguiar e Estrada dos Remédios. Num prazo de 90 dias, empresários, comerciantes e lojistas terão de retirar das ruas todos os equipamentos irregulares de publicidade. O Projeto Arrumar, que prevê o ordenamento de faixa, cartaz, toplight, outdoor, placas e painéis, foi discutido ontem na reunião do Conselho de Desenvolvimento Urbano (CDU).
Na ocasião, a diretora de Controle Urbano e Ambiental do Recife, Fernanda Costa, informou que a prefeitura poderá instituir o Espaço Público Promocional Criado (EPPC). O instrumento está previsto na Lei de Publicidade, em vigor desde 1999, mas nunca foi regulamentado. Hoje, só os espaços privados podem ser usados para publicidade. “O trecho da Ilha de Joana Bezerra pode ser usado como EPPC”, declara Fernanda Costa.
A secretária de Planejamento do Recife, Tânia Bacelar, acrescenta que todas placas de orientação de pedestre estão com os contratos vencidos e também serão retiradas. “Vamos lançar um concurso público para receber propostas de novas sinalizações e depois abriremos a licitação”, diz ela. Ela ressalta que a poluição visual da cidade é provocada por empresas e também por anunciantes de menor porte.
Membros do CDU observaram que a população pode reagir às medidas de ordenamento porque alguns comunitários alugam espaços para publicidade em suas casas e a renda sustenta associações de moradores. Fernanda Costa disse que a prefeitura irá em todas as casas conversar com as pessoas e explicar o trabalho.